terça-feira, 3 de agosto de 2010

Patrões e empregados contra a importação de moldes

01/08/2010) - Entidades empresariais, como Abifa, Abimaq, Sindipeças e Fiesp, se reuniram com representantes de sindicatos de São Paulo e do ABC, na semana passada, na sede da Abifa, para discutir estratégias de revogação das portarias que permitem a importação de ferramentais e moldes usados.
As mesmas entidades reunidas já alcançaram sucesso na revogação do redutor de importação de autopeças, que desde 31 de julho passa a ter a cobrança de 10% de Imposto de Importação. A partir de outubro serão acrescidos outros 10%, concluindo o processo em abril e maio de 2011 com 10% em cada mês.
A pauta da reunião teve dois pontos principais: a proibição da importação de máquinas, moldes e ferramentas usadas; e a busca de melhores condições para o aumento da competitividade dos setores de fundição, ferramentaria e cadeia produtiva do setor automotivo.
Para Devanir Brichesi, presidente da Abifa, a parceria entre empresários e trabalhadores é uma forma positiva para corrigir as atuais distorções que afetam o setor. “Nossa proposta é de convergência entre diversos segmentos. Para enriquecer o embate na alteração das portarias 08/91 e 84/10”, disse.
“Além dos ferramentais novos, temos de brigar para não permitir a licença automática de importação e estabelecer um preço de referência para ferramentais importados, além de ações antidumping”, disse. De acordo com Brichesi, em decorrência do crescimento das importações, o setor deixou de produzir cerca de um milhão de toneladas, apenas nos últimos três anos.
“O Brasil atingiu no fim do primeiro semestre a marca de 60 milhões de veículos fabricados desde 1957, mas estamos nos tornando apenas montadoras. Excluindo as empresas fabricantes de autopeças e de ferramentais, estamos jogando no lixo mais de 100 mil empregos diretos no setor metalúrgico por ano”, disse Cícero Martinha, presidente Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá.
Segundo ele, a cadeia produtiva da ferramentaria voltada ao setor automotivo emprega cerca de 423 mil trabalhadores e esses postos de trabalho estão ameaçados pela política de abertura ampla e irrestrita do mercado brasileiro. “O mercado está incentivando um aumento desenfreado nas importações praticadas, principalmente, pela indústria automobilística”, alerta.
Audiência - Para levar a discussão adiante, as entidades se reúnem com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, no próximo dia 4 de agosto, em Brasília.
Fonte Usinagem Brasil

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