O emprego na indústria brasileira variou positivamente nos seis primeiros meses de 2010. Em junho, o índice de expansão foi de 0,5% na comparação com o mês anterior. Quando comparado com junho de 2009, a taxa de crescimento é de 4,9%. Os dados são do IBGE e foram divulgados nesta terça-feira.
No total do primeiro semestre, o emprego no setor industrial se expandiu 2,4%. Com o crescimento de junho, o índice atingiu a maior taxa da série histórica para o sexto mês do ano. O índice começou a ser calculado a partir de janeiro de 2001 e registra a quinta alta seguida (ano a ano). No acumulado dos últimos 12 meses, o emprego se retraiu -1,6%, índice menor do que o registrado em maio (-2,6%).
Salários também aumentam
Em junho, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria ajustado sazonalmente cresceu 3,3% em relação a maio, após ter acumulado recuo de 0,8% nos dois meses anteriores. Na comparação com junho do ano passado, os salários cresceram 8,3% e acumularam alta de 4,9% de janeiro a junho.
Dos 18 setores da indústria pesquisados pelo IBGE, 17 registraram aumento de salários. Ao mesmo tempo, se divididas por regiões, todas as 14 áreas pesquisadas registraram aumento de salários, com destaque para São Paulo (6,4% de aumento) e Rio Grande do Sul (12,6%).
Horas extras
Em junho, o número de horas pagas teve aumento de 5,7% em relação a igual período do ano passado. Segundo o IBGE, essa é a quinta taxa positiva consecutiva e a maior desde o início da série histórica. No índice acumulado no primeiro semestre do ano, o crescimento atingiu 3,5%.
Todos os 14 locais pesquisados pelo IBGE registraram alta sobre 2009. Os locais que exerceram as pressões positivas mais significativas foram São Paulo (4,6%), região Nordeste (6,2%), região Norte e Centro-Oeste (8,0%), Rio Grande do Sul (7,5%), Rio de Janeiro (10,2%) e Minas Gerais (4,6%). O estudo não faz menção a Santa Catarina.
Por atividades
A pesquisa do IBGE aponta que, na relação com o mesmo mês do ano passado, 14 dos 18 segmentos analisados ampliaram o pessoal ocupado no setor industrial em junho. Os destaques ficaram com os setores de máquinas e equipamentos (9,5%), produtos de metal (9,8%), alimentos e bebidas (3,0%), meios de transporte (7,0%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (10,0%).
Na contramão, vestuário (-1,8%), refino de petróleo e produção de álcool (-3,1%), madeira (-2,1%) e fumo (-7,2%) registraram resultados negativos no período considerado.
Portal Economia SC
terça-feira, 10 de agosto de 2010
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