A candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) se encontrou com empresários na tarde desta quinta-feira, na Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc). Em palestra, ela ressaltou a importância de uma indústria forte e diversificada e recebeu do presidente da entidade, Alcantaro Corrêa, o documento “Desenvolvimento SC: uma visão da Indústria”, com as demandas do setor produtivo do Estado.
Um dos pontos destacados por Dilma foi a instalação do estaleiro da OSX, em Biguaçu. A candidata se disse a favor da obra dada a demanda de navios e outras embarcações que devem surgir nos próximos anos no Brasil. “O país precisa de uma política industrial forte, que continue a gerar empregos aqui e não no exterior”, afirmou a candidata petista.
Ao falar sobre os principais desafios, se for eleita, Dilma Rousseff apontou como prioridade número um aproveitar o alicerce deixado pelo governo Lula para fazer com que o Brasil deixe o status de emergente para entrar de vez no grupo dos países desenvolvidos. “As políticas sociais, aliadas a um crescimento firme e contínuo, farão com que possamos atingir esse objetivo”, ponderou.
Ela também afirmou que o Brasil, mesmo com a política monetária agressiva dos países desenvolvidos, é capaz de crescer a uma taxa de 6% ao ano sem gerar pressões inflacionárias. As chaves para isso, segundo ela, são firmar acordos bilaterais que fomentem a produção nacional e focar o desenvolvimento na questão da inovação.
Política tributária
Ao falar sobre a política tributária, a candidata colocou a questão como uma de suas prioridades no campo econômico. “Há impostos de diferentes esferas que se sobrepõem e devem ser repensados”. Ela propôs também, além da reforma, uma simplificação tributária. “Há impostos que podem ser reduzidos através de uma reforma estrutural. Temos que trabalhar em uma desoneração possível que melhore a competitividade do setor industrial”, disse.
Outro ponto em que a candidata se aprofundou foi a questão trabalhista. Indagada pelo vice-presidente da Fiesc, Glauco Côrte, a respeito do tema, Dilma afirmou que uma reforma pode acontecer, mas precisa ser negociada. “A diminuição da jornada para 40 horas semanais penalizaria muito as médias e pequenas empresas. Precisamos trabalhar caso a caso”. Além disso, a candidata também sinalizou a possibilidade de uma reforma política.
Crédito, estabilidade e o PAC em SC
Durante todo o evento, a candidata defendeu, por meio de números, as políticas do governo Lula, da qual fez parte. O crédito mereceu destaque. “Não há crescimento sem investimento e não investimento sem crédito. Nós aumentamos a oferta de crédito em US$ 1 trilhão e daremos continuidade a isso”, afirmou. Ela ligou essa questão a uma crescente formalização das empresas. “Só tem acesso ao crédito as empresas devidamente legalizadas”.
Dilma Rousseff também defendeu a estabilidade econômica do país. “Todos os contratos que recebemos foram honrados e houve uma redução do endividamento interno, que está controlado, e do externo, do qual hoje somos credores líquidos”, enfatizou.
Quanto ao setor energético, a candidata reiterou a posição do governo de garantir segurança na área, tanto no Estado quanto no país. Questionada pela reportagem do Portal EconomiaSC sobre o baixo percentual de recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) recebidos por Santa Catarina, a candidata respondeu com uma pergunta. “Queria saber de onde você tirou este dado?”.
A candidata aproveitou o encontro na Fiesc para corrigir uma informação por ela passada na manhã. Ela havia divulgado que terminaria o novo módulo terminal para os passageiros do Aeroporto Hercílio Luz até o fim da primeira parte de um eventual mandato. Na verdade, este é o prazo para o término do projeto executivo. As obras devem ser finalizadas até março de 2013.
Pela manhã, a candidata petista participou de uma entrevista na TVCOM.
Portal Economia SC
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
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