Os empresários catarinenses reduziram sua confiança na economia em agosto. O índice pesquisado pela Federação das Indústrias (Fiesc), ficou em 60,2 pontos, 1,2 ponto abaixo do resultado de julho.
Apesar da diminuição, a Fiesc afirma que a taxa de confiança permanece alta. "A pequena queda registrada em agosto está relacionada à acomodação das atividades industriais no segundo semestre. Tivemos um crescimento bastante forte no primeiro trimestre, e essa desaceleração reflete na confiança registrada em agosto", explica o vice-presidente da Fiesc, Glauco José Côrte.
Côrte destaca, ainda, que a redução do índice não preocupa. "Vamos ter um final de ano com atividade industrial ainda forte. A indústria do estado deve crescer cerca de 9% neste ano, acima da previsão estimada para o PIB. Será um bom ano para a indústria de Santa Catarina", disse.
Construção civil está mais confiante
O índice de confiança da construção civil ficou em 62 pontos enquanto o do segmento de transformação registrou 59,6 pontos. A junção dessas taxas com seus respectivos pesos resultaram no índice geral de 60,2 pontos para Santa Catarina.
"A construção civil está vivendo um boom. Em todo o país o setor registra índices de crescimento expressivos. Por isso, o industrial está mais otimista que o da transformação", explica Côrte.
O vice-presidente da Fiesc também chama a atenção para o fato de a indústria de transformação sofrer concorrência de produtos importados, o que não acontece com a construção civil. Por isso, o ânimo deste setor, no momento, é maior que no segmento de transformação, avalia.
Confiança nos próximos seis meses diminui
A confiança nas condições atuais da economia alcançou 55,7 pontos em agosto, ligeira alta de 0,3 ponto em relação a julho. A expectativa dos industriais para os próximos seis dias é positiva, mas teve leve redução. Passou de 64,4 pontos em julho para 62,5 pontos em agosto.
Côrte afirma que a economia vive muito de expectativas. "No momento em que a confiança se torna mais pessimista, afeta o desempenho da economia, mas não é o caso atual". Ele lembra, ainda, que em Santa Catarina a indústria vem liderando a criação de novas vagas. "Foram gerados mais de 40 mil empregos com carteira assinada nos primeiros sete meses do ano, e isso mostra o bom desempenho e a confiança do empresário em relação à economia e à indústria nesse ano", disse Côrte.
O Índice de confiança varia de zero a 100. Acima de 50 indica confiança e abaixo, falta de confiança na economia. O índice é composto pelo nível de confiança do empresário em relação às condições atuais da economia e pela expectativa dos industriais para os próximos seis meses.
Portal Economia SC
terça-feira, 31 de agosto de 2010
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