Marcelo de Ávila (à direita) diz que Brasil, China e Índia estão liderando crescimento mundial. Foto Carlos Rudiney/CNI
No período da crise mundial, em 2008, o Brasil perdeu o equivalente a dois anos de crescimento. Já em 2010, o país ainda não se recuperou totalmente dos efeitos econômicos. Segundo o documento Indústria Brasileira em Foco, divulgado nesta terça-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), nós devemos retomar em no máximo três meses os níveis de crescimento da indústria anteriores à crise.
Segundo a CNI, entre os países que compõem o grupo de países emergentes Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil foi o segundo mais afetado financeiramente.
A recuperação entre os Bric's está acontecendo em diferentes ritmos. A produção industrial russa de junho de 2010 ainda está 32,1% abaixo do nível pré-crise (setembro de 2008). No caso do Brasil, a indústria está quase no mesmo nível de antes da crise: 2,5% inferior à setembro de 2008.
Já a indústria da China e da Índia foram pouco afetadas. A produção chinesa em junho de 2010 cresceu 24,3% em relação a setembro de 2008. Na Índia, o aumento foi de 14,7%.
A CNI destaca que o Brasil, a China e a Índia apontam crescimentos similares. A diferença é que o impacto da crise no Brasil foi muito mais intenso, fazendo com que os números fiquem mais baixos.
O economista da CNI Marcelo de Ávila diz que a queda mais acentuada da indústria russa se deve à alta insegurança jurídica existente no país, por causa, ainda, dos efeitos do regime de transição do comunismo, que ocasionou a retirada de investimentos internacionais. "Houve fuga de capitais na Rússia para cobrir perdas no mercado internacional", explica.
Os efeitos praticamente nulos da crise na China são conseqüência do câmbio desvalorizado, que não afetou as exportações do país. "Quando se compara produtos chineses com os do restante do mundo, há uma vantagem para a China no mercado internacional, justamente pela taxa de câmbio desvalorizada", observa Ávila.
O economista da CNI lembra ainda que China, Índia e Brasil estão liderando o crescimento mundial, enquanto os países desenvolvidos ainda não se recuperaram dos efeitos da crise. "Essas três economias serão preponderantes no cenário futuro, não só pelo ritmo mais forte de crescimento, mas pela robustez que têm adquirido no cenário econômico mundial".
Portal Economia SC
terça-feira, 31 de agosto de 2010
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