terça-feira, 31 de agosto de 2010

Faltam 30 mil engenheiros no país. E o que o Estado tem a ver?

A Confederação Nacional da Industrial (CNI) divulgou um cálculo que aponta a falta de 30 mil engenheiros para o setor industrial, mas o panorama é diferente em Santa Catarina. Representantes ligados ao setor de engenharia no Estado afirmam que a situação é inversa porque SC dispõe de 51 escolas de engenharia. Só na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) há 17 cursos de engenharia.
O presidente do Sindicato dos Engenheiros do Estado de Santa Catarina (Senge), José Carlos Ferreira Rauen, revela que os catarinenses são exportadores de engenheiros. “Forma-se de 2,5 mil a 4 mil profissionais por ano no Estado. O número é maior se considerarmos aqueles que não se registram no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia.”
Rauen ainda afirma que é difícil encontrar engenheiros desempregados, e os que estão assim é por falta de qualificação. “De acordo com a legislação vigente, a base salarial dos engenheiros, para oito horas de trabalho, é de oito salários mínimos e meio, o que dá cerca de R$ 4.335 mil. Isto é uma boa renda inicial, ou seja, ninguém fica sem emprego por causa de baixo salário”, avalia.
Segundo informações da CNI, a demanda anual por novos profissionais gira em torno de 60 mil pessoas, enquanto, hoje, são formados apenas 32 mil ao ano. Até 2012, haverá ao menos 150 mil vagas não preenchidas por profissionais devidamente capacitados, ou seja, por necessidade dos empregadores, parte destes postos poderão ser destinados a pessoas com outras formações acadêmicas.
Segundo o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), cerca de 10% de todos os alunos do ensino de 3º grau estão em cursos do setor. Nos demais países da América do Sul, a média é de cerca de 40% e, em países desenvolvidos, o índice de estudantes no segmento é de 70%.
A falta de profissionais pode aumentar o salário dos que estão entrando no mercado. As áreas que mais contratam são a industrial, civil e de agronegócio.
Bom, mas nem tanto
Apesar do otimismo, o diretor do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura, Agronomia de Santa Catarina (Crea-SC) Wilson Cesar Floriani acredita que a situação não é tão boa assim. Segundo ele, apenas 20% a 30% dos alunos que começam um curso de engenharia conseguem se formar.
“A situação não é tão favorável. Um exemplo é na Celesc, onde tenho envolvimento. Lá, há alguns anos havia 400 engenheiros; hoje, o número caiu para 100. Muitas pessoas que se formam não ficam no Estado e isso colabora para a escassez de profissionais”, comenta.
Portal Economia SC

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