sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Metalúrgicas de Joinville cresceram 10% no primeiro quadrimestre

A exportação ainda não recuperou o mesmo patamar de 2008
O Sindimet - Sindicato das Empresas Metalúrgicas e de Material Elétrico de Joinville realizou entre seus associados, uma pesquisa para apurar o desempenho do setor no primeiro quadrimestre e as perspectivas para o segundo semestre de 2010. O levantamento, realizado entre maio e junho, reuniu dados de empresas que representam cerca de 70% dos empregos gerados em Joinville no setor. Metade das empresas pesquisadas é de grande porte (emprega mais de 1.000 trabalhadores) e metade é de pequeno e médio portes.
A pesquisa mostrou que 70% das empresas apresentaram crescimento médio de 10% no seu faturamento, comparando com o mesmo período de 2008, anterior à crise. O faturamento ainda foi inferior em 20% delas. Se o desempenho for comparado com o mesmo período do ano passado, o crescimento de 80% das empresas passa para 39%, variando de 20 a 59%. Juntas, o faturamento superou a casa dos R$ 965 milhões.
As exportações representaram, em média, 18,5% do faturamento das metalúrgicas joinvilenses. A maioria, 83%, obteve aumento médio de 57%, no comparativo com o mesmo período de 2009. O crescimento oscilou de 3 a 177%. Se os dados forem comparados com o desempenho da exportação de 2008, 66% das metalúrgicas não apresentaram resultados tão positivos, ficando cerca de 27% abaixo. Em compensação, o crescimento das demais empresas foi de 94%.
Os dados referentes ao número de empregos também demonstram a recuperação do setor metalúrgico, que criou 1.235 novas vagas no primeiro semestre. As empresas contrataram, em média, 15% a mais do que em 2009. As empresas de pequeno e médio porte registraram um crescimento maior, de 19%. A previsão de 50% das empresas para o segundo semestre é que de sejam abertos 223 novos postos de trabalho no setor metalúrgico.
Produção
Em termos de produção, no comparativo com 2008, apenas 30% das empresas tiveram crescimento, na média de 24%. A redução foi de 16% em 40% das entrevistadas. A situação é diferente quando se compara o desempenho com 2009, pois 80% das empresas tiveram um aumento na produção de 50%. O crescimento variou de 27% a 132%.
No fechamento do primeiro semestre, dados iniciais apontam que 90% das empresas registraram crescimento médio de 55%, variando entre 27 a 181%, comparando com o mesmo período de 2009.
Expectativas para segundo semestre
Para o segundo semestre, apenas 16% das metalúrgicas acreditam que a exportação chegará ao patamar apresentado em 2008. Para metade das empresas, as vendas fora do Brasil serão 23% menores do que em 2008.
No comparativo com 2009, as previsões são mais otimistas. Aproximadamente 33% delas prevêem que as exportações sejam 35% superior. Apenas 16% das empresas calculam em redução média de 20%. As demais ainda não tinham traçado as previsões para o segundo semestre no período de realização da pesquisa.
No item vendas internas, a expectativa de 70% das empresas é de que os negócios gerados sejam 12% superiores a 2008. No comparativo com 2009, as expectativas são melhores, 90% das metalúrgicas apostam num crescimento médio de 32,5% para o segundo semestre.
Em volume de produção, a previsão para o segundo semestre de 70% das empresas apontam crescimento de 21% superior ao primeiro semestre de 2010. Se comparar com o segundo semestre de 2009, 70% acreditam num crescimento de 18%. Apenas 10% prevêem a redução de 20%. As demais acreditam que a produção será semelhante ao patamar apresentado no mesmo período do ano passado.
Legislação
O levantamento demonstrou que as preocupações das empresas metalúrgicas continuam ligadas aos elevados impostos e encargos aos quais estão sujeitas. Entre elas a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, a nova normativa sobre o controle do Ponto Eletrônico e a variação do índice FAP. Outra preocupação é a ampliação de 30 minutos para 1 hora o intervalo para refeição e descanso, por exemplo, com retorno de trabalho aos sábados, que deve gerar ainda, grande insatisfação dos empregados.
Saúde aos empregados
Nesta pesquisa, também foram levantados dados referentes ao benefício plano de saúde e ao atendimento ambulatorial oferecido pelas empresas metalúrgicas. O levantamento apontou que 90% delas oferecem plano de saúde privado aos empregados, estendido aos dependentes. Na média, as empresas pagam 71% das despesas com consultas médicas, exames, internação, cirurgias e serviços especializados. O plano de saúde beneficia mais de 30 mil pessoas em Joinville e as despesas equivalem a 5,9% do valor gasto pelas metalúrgicas com a folha de pagamento dos funcionários.
Outro dado mostra que 70% delas têm ambulatório para atendimento dos empregados feito por médico, inclusive especialistas, enfermeiro, dentista, fisioterapeuta e fonoaudiólogo. O investimento médio por empresa fica na casa dos R$ 50 mil. O levantamento também apontou que 40% das empresas subsidiam 50% do valor das compras com medicamentos.

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