O ritmo mensal de geração de postos de trabalho caiu, de novo, em julho. O saldo entre demitidos e admitidos no mercado formal resultou em 181 mil novas vagas, número inferior ao recorde de contratações para este mês registrado em 2008. Embora menos intenso no total, o ritmo de novas contratações segue forte na indústria. De janeiro a julho deste ano, 26,3% das vagas novas foram abertas nesse setor, percentual superior aos 22,7% de participação em 2008. O setor que está criando menos vagas - sempre em relação ao ano de 2008 - é o agropecuário: foram 182 mil neste ano e 272 mil em igual período de 2008, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.
Julho foi o segundo mês de retração no ritmo do nível de emprego. Na comparação com 2008, o país havia criado, até maio, 20% mais empregos, crescimento que encolheu para 6% na comparação do acumulado até julho. No acumulado do ano até julho foram contabilizados 1,655 milhão de empregos, o que corresponde a 66,2% da meta do governo para o ano, de 2,5 milhões de novas vagas.
Para o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, o movimento menos intenso de vagas é passageiro. Ele espera novos recordes nos próximos meses. "Nós estamos mal acostumados com recordes sempre, mas vamos voltar a estes índices a partir de agosto. O que tinha que adequar da economia, já adequou", afirmou Lupi, após a divulgação dos números mensais do Caged.
O ministro disse que sua avaliação é sustentada pela expectativa para os próximos meses de redução da taxa de juros e evolução no crescimento da economia. "O parque industrial do Brasil continua crescendo, aumentando assim a capacidade de produção; o consumo está se mantendo em alta; temos impulsos por conta de investimentos do governo e da iniciativa privada. Por tudo isso, estimo novos recordes para os meses de agosto, setembro, outubro e novembro", analisou o ministro
Em julho, o Caged registrou 1,6 milhão de contratações e 1,4 milhão de demissões, com saldo positivo de 181.796 novos postos com carteira assinada. São Paulo esteve a frente com 62,4 mil novos postos, seguido do Rio de janeiro (14 mil), Minas Gerais (13,3 mil) e Paraná (12,7 mil). Os únicos Estados que tiveram queda na geração foram Roraima (menos 120 postos), Distrito Federal (queda de 78) e Amapá (menos 23).
Por setor, o crescimento do emprego com carteira assinada em julho foi puxado pela alta de 1,54% na construção civil, segundo os dados do Caged apresentados ontem. O setor foi responsável pela criação de 38.382 postos de trabalho no último mês, número 9,42% superior ao saldo recorde do setor, registrado em julho de 2008. O aumento de vagas na indústria, na mesma comparação, foi de 10,7% em relação a 2008. (Com agências noticiosas)
Valor Econômico
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
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