quinta-feira, 19 de agosto de 2010

'Não sou homem de sofrer pressões', diz Lupi sobre ponto eletrônico

Adoção do novo ponto eletrônico foi adiada para março de 2011.
'Continuamos convictos que a medida é muito boa para a sociedade', disse.

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse nesta quinta-feira (19) que a decisão de prorrogar a adoção do novo ponto eletrônico do próximo dia 26 de agosto para o início de março de 2011, anunciada nesta quarta-feira (18), não se deve à pressões do empresariado e dos sindicatos. "Quem me conhece sabe que eu não sou homem de sofrer pressões", afirmou o ministro a jornalistas.
A adoção do novo ponto valerá para empresas com mais de dez funcionários que controlam a jornada de trabalho por meios eletrônicos. O ministro do Trabalho disse ainda não temer que a medida seja engavetada pelo novo governo, que assume no início de 2011. "Como eu sou um otimista, acredito que o próximo governo será nosso e [que esse trabalho] terá consequência", afirmou.
Ele reafirmou que a decisão de suspender, até março de 2011, o início do novo ponto eletrônico se deve ao volume da produção dos aparelhos. "Verificamos que o número produzido não atenderia a toda demanda do mercado. Continuamos convictos que a medida é muito boa para a sociedade. Queremos que o trabalhador tenha o mesmo direito que o patrão", disse ele. Acrescentou que a medida abrange de 7% a 8% de todas as indústrias. "Não estamos exigindo que nenhuma empresa que usa o ponto manual ou eletrônico mude. Sles são legais e permitidos", declarou.
Nesta quinta-feira, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lembrou que, preocupada com os prejuízos da mudança, a entidade já havia alertado o governo sobre os impactos da medida nas empresas brasileiras. “Nossa proposta é suspender a Portaria e criar um grupo de trabalho para discutir um mecanismo adequado aos interesses de empresários e trabalhadores”, disse Robson Andrade, presidente em exercício da CNI.
G1

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