sexta-feira, 8 de abril de 2011

O ponto eletrônico subiu no telhado

Angela Pimenta
Editada no ano passado pelo ministério do Trabalho, a polêmica portaria que obriga as empresas a adotar o ponto eletrônico não deve entrar em vigor tão cedo.
E num movimento de preservação do próprio pescoço, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que antes era um defensor ardoroso da novidade, agora está na moita.
Como se sabe, recentemente Lupi se atritou com a presidente Dilma Rousseff e com o setor privado ao defender um polpudo aumento para o salário mínimo. Acabou perdendo a parada e se chamuscando com Dilma.
Se vier a insistir a favor do ponto eletrônico, pode voltar a se queimar.
Teoricamente, a adoção da novidade pelas empresas deveria ter-se tornado obrigatória desde o último dia 1 de abril. Mas diante da saraivada de críticas das empresas e até das centrais sindicais, o ministério adiou novamente a obrigatoriedade para o início de setembro.
Agora, o governo estuda a criação de um grupo de trabalho que reúna representantes do ministério, de patrões e empregados. Mas caso não haja um acordo, é possível que o ponto eletrônico, que já subiu no telhado, não saia mais de lá.
Revista Exame

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