Em março, o emprego com carteira assinada cresceu 0,13% em Santa Catarina, com a criação de 2.335 novas vagas formais de trabalho, conforme os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
O ritmo de crescimento das contratações no mês corrente foi 66,7% inferior ao que foi registrado em igual mês do ano passado, quando foram gerados 7.017 novos postos com carteira assinada. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Sine/SC - Sistema Nacional de Emprego, vinculado a Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação.
Com o resultado de março, o Estado fecha o primeiro trimestre de 2011 com um saldo líquido de 38.138 novas contratações no mercado formal de trabalho que corresponde ao crescimento de 1,02%. Em números absolutos, foi o segundo melhor resultado para o primeiro trimestre desde 1996. O recorde anterior ocorreu em 2010 com a geração de 42.418 vagas no primeiro trimestre.
12 meses
Nos últimos 12 meses, a variação acumulada atingiu um crescimento 5,80%, ou 96.701 novos postos, resultado favorável se comparado ao mesmo período do ano anterior que registrou 81.644 empregos formais. Com este resultado, Santa Catarina possui hoje quase 1,77 milhões de empregos com carteira assinada.
Setores da economia
Com exceção da agropecuária, do extrativismo mineral e do comércio, os demais setores expandiram o número de assalariados com carteira assinada em março de 2010. Em termos absolutos, a indústria de transformação, que nos últimos anos estava perdendo espaço para as atividades terciárias, foi o setor de atividade econômica que mais contribuiu para o comportamento positivo do emprego no mês, apresentando saldo de 4.598 novas ocupações formais. Com isso, o setor compensou as perdas da Agropecuária e das demais atividades sazonais.
Os subsetores industriais que mais contribuíram para o desempenho favorável no mês foram a indústria da borracha e fumo (1.432 novas colocações) e a indústria metalúrgica (809 postos). Por outro lado, a indústria da madeira e do mobiliário foi o único subsetor, cujas demissões superaram as contratações. Com a desativação de 65 vagas, retratou uma contração de 0,10.%.
A administração pública proporcionou a geração de 860 vagas, especialmente nas atividades que dependem dos admitidos em caráter temporário. Destaque deve ser dado também ao setor de serviços pelo acréscimo de 831 empregos.
O ramo setorial que mais contribuiu foi o segmento de comércio e administração de imóveis e serviços técnicos profissionais, que respondeu pela geração de 1.230 empregos formais. O ramo de alojamento e alimentação por sua vez respondeu pela desativação de 2.012 vagas.
Baixo desempenho no campo
O baixo desempenho do emprego no setor agrícola, que perdeu 3.940 postos de trabalho, é atribuído à fatores sazonais relacionados às atividades da fruticultura.
Municípios
O ranking dos municípios com maior saldo de empregos formais no mês passado é liderado por Joinville, que abriu 1.329 vagas, seguido de Blumenau com 1.186 contratações, e Jaraguá do Sul que teve 642 postos.
Em Joinville o destaque foi a indústria de transformação que respondeu pela geração de 764 empregos, seguido pelo setor de serviços, com 462 vagas. Em Blumenau, os destaques também foram a indústria de transformação e serviços.
Perdas
Os três municípios que mais desativaram vagas formais foram Fraiburgo, com 1.943 demissões, Florianópolis, fechando 736 postos e Balneário Camboriú, que subtraiu 545 vagas. Em Fraiburgo, a Agropecuária foi a atividade econômica que determinou o baixo desempenho do município.
A Capital perdeu postos no setor de serviços, onde 550 vagas foram fechadas e no comércio que demitiu 222 pessoas. Em Balneário Camboriu, o setor de serviços registrou fechamento de 459 vagas, e o comércio tirou quase duzentas vagas de trabalho. Estes números comprometeram o desempenho do emprego nestes municípios.
Portal Economia SC
segunda-feira, 25 de abril de 2011
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