O setor de máquinas e equipamentos deve aproveitar a viagem da presidente Dilma Rousseff à China, entre os dias 11 e 16 de abril, para convencer as autoridades brasileiras de que o governo precisa adotar medidas firmes para coibir a "invasão" de produtos fabricados naquele país. A informação é do presidente da Associação Brasileira da Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto.
Ele destacou que, em janeiro e fevereiro deste ano, as importações de máquinas da China alcançaram US$ 656,69 milhões, alta de 63% ante as encomendas de US$ 402,70 milhões apuradas no primeiro bimestre do ano passado. "Teremos um vice-presidente da Abimaq que deve acompanhar a missão à China e esperamos que, nos contatos com ministros e outras autoridades, possamos mostrar que o volume de importações de máquinas daquele país é nocivo para a indústria nacional", afirmou.
De acordo com Aubert Neto, o avanço muito rápido das importações de máquinas e equipamentos chineses está "destruindo a estrutura industrial do país". Segundo ele, o déficit comercial do setor, de US$ 15,7 bilhões registrado no ano passado, deve dobrar e atingir US$ 30 bilhões neste ano.
"Esse é um quadro muito grave", disse, pois, segundo ele, as indústrias nacionais do setor dominavam 60% do faturamento do mercado em 2004, mas hoje já são minoritárias - detêm 40%. "O Brasil está voltando a ser colônia, pois, tirando a Embraer, pouco mais de 70% das nossas exportações são de bens primários", comentou. "Estamos vendendo pau-brasil para importar espelhinhos".
Aubert, contudo, destacou que o Plano de Desenvolvimento Produtivo 2, que deve ser lançado pelo governo em abril, pode adotar medidas para fortalecer os fabricantes de máquinas e equipamentos. "Do PDP 2 esperamos algumas ações como a desoneração total de investimentos e o repasse imediato dos recursos dos créditos de PIS e Cofins", comentou. "Também solicitamos que as condições de juros dentro do Finame, formalizados do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), sejam perenizados."
Fonte: Diário do Comércio / MG
segunda-feira, 4 de abril de 2011
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