quarta-feira, 26 de maio de 2010

Há 18 mil empregos à espera de trabalhadores especiais em SC

Número de vagas tem relação com a lei que obriga a contratação de portadores de necessidades especiais.
Dezoito mil oportunidades de emprego. Esse é o cenário dos sonhos de todo profissional. Hoje, as empresas de Santa Catarina têm esse número de vagas disponíveis para um segmento em especial: os portadores de necessidades.
A existência dessas vagas é determinada por lei. Em 1991, a Lei de Cotas 8213 definiu que em empresas com cem ou mais empregados, pelo menos 2% deles tenham alguma deficiência. O percentual mínimo pode chegar a 5% do quadro de colaboradores para empresas com mais de mil funcionários. O direito é estendido a deficientes auditivos, visuais, físicos e mentais.
Em 2008, Santa Catarina empregava 20.035 portadores de necessidades especiais, a maioria no setor industrial. Segundo o Ministério do Trabalho, ainda existem 18 mil vagas. Uma pesquisa aplicada pelo Sesi apurou que o número de deficientes é insuficiente para que as empresas cumpram a Lei de Cotas. A consulta foi realizada nas cidades de Joinville, Blumenau, Brusque, Gaspar, Capinzal, Correia Pinto, Lages, Otacílio Costa e Ouro.
Outra etapa da pesquisa, feita em Jaraguá do Sul, Caçador, Calmon, Lebon Régis, Rio das Antas, Santa Cecília, São Bento do Sul, Rio do Sul e Rio Negrinho, revelou que a baixa escolaridade e a falta de qualificação profissional são as grandes barreiras para a inclusão dessas pessoas no mercado.
Em Caçador, 32,95% dos deficientes são analfabetos e 50,05% têm o ensino fundamental incompleto. Apenas 13,45% estão ocupados. Mais da metade dos deficientes ouvidos na cidade não têm interesse em estudar. O Ministério do Trabalho possui dados mais positivos: 31,7% dos deficientes do Estado não completaram o 2º grau, 19,9% têm nível superior incompleto e 0,97% é analfabeto.
Uma lei protege, outra suspende pensão
Se a legislação abre espaço para o trabalho de portadores de necessidades especiais, também contribui para fechar as portas. Deficientes que trabalham com carteira assinada perdem o direito a receber a pensão mensal fornecida pelo Estado. Assim, muitos preferem complementar a renda com atividades informais ou rejeitam um emprego.
Levantamento feito pelo Ministério do Trabalho em 2008, mostra que os deficientes físicos representam 55,24% dos trabalhadores com deficiência. Em seguida estão os deficientes auditivos (24,65%) e os visuais (3,86%). Os mentais representam 3,37%, e os portadores de deficiências múltiplas, 1,09%.
Fonte: Noticenter

Nenhum comentário:

Postar um comentário