segunda-feira, 24 de maio de 2010

FIESC propõe pacto pelo desenvolvimento aos candidatos

A Federação das Indústrias (FIESC) apresentou nesta sexta-feira (21) a agenda Desenvolvimento SC: uma visão da Indústria, que será encaminhada aos candidatos nas eleições 2010, com o objetivo de subsidiar os planos de governo. O trabalho inclui pesquisa de opinião com os empresários do setor industrial e com a população economicamente ativa, além dos resultados de reuniões regionais realizadas pela Federação em todas as regiões do estado. O diagnóstico buscou a percepção sobre os investimentos estratégicos para o crescimento sustentável do estado. Infraestrutura e educação básica são duas das prioridades destacadas.
A proposta da Federação é fazer um pacto para o crescimento sustentável envolvendo o setor empresarial, o governo e a sociedade. "Elencamos uma série de propostas, que serão apresentadas e discutidas com os candidatos e vamos propor que, logo após a divulgação do vencedor da eleição, seja criado um grupo de trabalho para detalhar a melhor forma de colocar em prática as metas estabelecidas na agenda", diz o presidente da FIESC, Alcantaro Corrêa.
Ele ressalta que o setor empresarial precisa ser competitivo internacionalmente ou perderá espaço na economia, deixando de gerar os postos de trabalho que pode criar aqui. "Para ter condições de competir é necessário superar uma série de obstáculos que não são gerenciáveis pelos empresários, como as deficiências de infraetrutura, a baixa qualidade da educação básica ou as questões ligadas a tributos. Por isso vamos propor o pacto pelo desenvolvimento, buscando uma ação coordenada de toda a sociedade, para garantir um futuro melhor para os catarinenses", diz Corrêa.
A agenda elege sete premissas básicas para o desenvolvimento: a) necessidade de competitividade internacional da indústria, b) retenção e atração de empresas, c) adensamento das cadeias produtivas, d) diversificação e novos setores, e) integração do estado, f) economia em harmonia com o meio ambiente e g) reconhecer o estado como epicentro logístico.
Dentro dessas premissas é proposta a agenda da indústria com dez itens, contemplando uma pauta mínima para os assuntos infraestrutura, racionalização tributária, educação, inovação e modernização, representação política, políticas de desenvolvimento, exportações, meio ambiente, relações do trabalho e governança para o desenvolvimento.

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