Projeto do governo federal que pretende obrigar as grandes empresas a distribuir 5% de seu lucro líquido entre funcionários ainda nem amadureceu, mas já começa a causar polêmica
Um projeto encaminhado pelo governo federal ao Congresso pretende obrigar as grandes empresas a distribuir 5% de seu lucro líquido entre funcionários. A ideia ainda nem amadureceu na Câmara - mas, como era de se imaginar, já está gerando grande polêmica. Alguns consideram a medida injusta. Outros veem nela uma oportunidade de universalizar uma prática que ainda é adotada em uma parcela diminuta do universo empresarial. Certo, mesmo, é que o "PPR compulsório" ainda vai dar o que falar.
Um dos pontos mais controversos trata de "como" fazer a divisão do bolo. Pelo projeto, 2% dos lucros têm de ser divididos de forma igualitária entre todos os funcionários, independentemente da contribuição que dão aos resultados. Os outros 3% é que poderão ser distribuídos de acordo com critérios internos de gestão e meritocracia. "Isso causará um efeito Robin Hood, em que proporcionalmente a base da pirâmide ganhará mais do que o topo", observa Leonardo Salgado, consultor do Hay Group e especialista em remuneração.
A intenção do governo é seguir o exemplo do Chile e do Peru, que já adotaram leis desse tipo. Nesses países, porém, o percentual a ser distribuído é negociado entre empresas e sindicatos - a lei não chega a arbitrar qual fatia do lucro tem de ser repatida com os funcionários.
Fonte: Porta da Revista Amanhã
terça-feira, 30 de março de 2010
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