quinta-feira, 1 de julho de 2010

Raio-X mostra relação entre diversidade industrial e ganho econômico

O IBGE divulgou, nesta quarta-feira, um retrato da indústria brasileira. O estudo com base em informações de 2008 deixa clara a relação entre o grau de desenvolvimento socioeconômico da população e a diversificação das atividades industriais. Santa Catarina, Estado que tem um dos mais elevados índices de desenvolvimento humano do país, concentra apenas 17% do valor gerado pela indústria na atividade principal.
Esses 17% referem-se à fabricação de produtos alimentícios. No Estado ainda há 9,6% concentrados na fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, e de 8% em artigos do vestuário e acessórios. Os estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo também têm no máximo 20% concentrados em uma única atividade.
Em estados com menor índice de desenvolvimento humano e econômico há maior concentração de valor gerado pela indústria na primeira atividade: Rondônia (55,5%), Roraima (59,7%), Pará (56%), RN (54,1%) e Alagoas (64,6%), por exemplo.
O IBGE contabilizou 310 mil empresas industriais no Brasil em 2008, um crescimento de 10,8% em relação a 2007, quando havia 280 mil unidades. Com a expansão, o número de empregados passou de 7,5 milhões para 7,9 milhões. No entanto, houve uma diminuição no tamanho médio das empresas, que passaram de uma média de 27 pessoas ocupadas, em 2007, para 25, em 2008.
Os gastos com pessoal nessas empresas também subiram, alcançando R$ 225 bilhões em 2008, contra R$ 194 bilhões em 2007, enquanto o faturamento aumentou de R$ 1,5 trilhão para R$ 1,8 trilhão.
Empresas com uma a quatro pessoas
O estudo, que teve sua série iniciada em 1966, traz informações estatísticas sobre o setor industrial brasileiro, destacando as principais mudanças ocorridas em relação às atividades e à organização das empresas. Os dados são da Pesquisa Industrial Anual (PIA) – Empresa 2008.
A partir desta edição, a pesquisa passa a incluir as indústrias com uma a quatro pessoas ocupadas, diante do aumento do número dessas empresas. Em 2008, esse segmento correspondia a 47% do total de indústrias no país e empregava apenas de 6% do pessoal ocupado.
Segundo o estudo, em 2008, o número de indústrias com cinco ou mais empregados cresceu 5,7% em relação a 2007, passando para cerca de 165 mil unidades. Juntas, elas empregavam 7,4 milhões de pessoas, com uma média de 45 empregados em cada. Essas empresas representavam 99,1% da receita de vendas e 98,4% dos gastos com pessoal.
Naquele ano, a principal fonte de renda das indústrias continuou sendo a venda de produtos e serviços, representando 84% do total, resultado 1,8 ponto percentual menor que em 2007.
Portal Economia SC

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