(25/07/2010) - A Abimaq e Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) assinaram na semana passada acordo para a criação do projeto Abimaq/Apex 2010-2012. “Estamos anunciando um projeto que tem, para os próximos dois anos, previsão orçamentária de R$ 8 milhões e prevê a participação do setor em 24 feiras no exterior, beneficiando diretamente mais de 200 empresas”, explicou o diretor de Comércio Exterior da Abimaq, Nelson Delduque.
O novo projeto dá sequência a acordo anterior, concluído este mês. “Nesse período participamos de 31 feiras, 8 projetos comprador, 5 projetos vendedor e 8 projetos Imagem”, disse Delduque, lamentando o fato de - embora o projeto tenha produzido resultados mais do que satisfatórios - as exportações das empresas apoiadas refletiram os problemas que afetaram todo o setor de bens de capital durante a crise que se instalou entre 2008 e 2009 e que até hoje faz sentir seus resultados.
Segundo o diretor, os setores de inteligência comercial da Apex-Brasil e da Abimaq desenvolveram importante trabalho de identificação de mercados prioritários com base em dados quantitativos e qualitativos que avaliaram percepção de mercado, ambiente de negócios, adequação de produto e barreiras não tarifárias, e que permitirá, na execução do novo projeto, focar as ações e concentrar os recursos nos nichos de mercado que garantirão os melhores retornos.
Klaus Curt Muller, diretor executivo de comércio exterior da Abimaq, elencou países como África do Sul, Angola, Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Venezuela, México, Estados Unidos, Índia e Rússia como mercados prioritários para o novo projeto. Visando comunicação maix eficaz, o projeto ganhou novo site para abrigar, com exclusividade, o elenco de informações relativas ao projeto e aos mercados selecionados, em espanhol e inglês (http://www.brazilmachinery.com).
Para dar mais visibilidade ao projeto, investiu-se também na construção de uma marca para o setor de máquinas e equipamentos: Brazil Machinery Solutions. "Com esse trabalho, espera-se posicionar o setor brasileiro no mercado internacional como um parceiro competente, criativo e profissional, diferenciado pela qualidade dos produtos que oferece. Tentou-se desvincular a imagem dos produtos brasileiros dos estereótipos criados em torno de certas características do País, desfavoráveis à promoção de produtos de alta tecnologia", considerou Delduque.
"O setor de bens de capital do Brasil é desconhecido para o mundo. A imagem do País que predomina no exterior é a da festividade, da riqueza de flora e fauna, além de outras características. Por isso devemos promover este outro Brasil: industrial, técnico, inovador, eficiente e confiável", analisa Valerie Engelsberg, sócia consultora da Top Brands. Para ela, o setor brasileiro de bens de capital é altamente pulverizado, com empresas de perfis muito diversos, carecendo de empresas com postura exportadora.
AÇÕES - As ações sugeridas pela Top Brands prevêm gerar, em três anos, diferencial de crescimento de 5% nas exportações das empresas participantes em relação às que não são apoiadas pelo projeto. Espera-se ainda registrar aumento de 5% sobre o atual market share de bens de capital nos países prioritários da América do Sul e elevar também em 5% o montante de exportadoras consideradas intermediárias e a inclusão de novas empresas no PSI. Estabeleceu-se a meta de subir, em cinco anos, cinco posições no ranking mundial de países exportadores de bens de capital.
O presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto, disse que a entidade tem como meta reverter a queda de 40% registrada nos volumes exportados. "Na década de 1980 éramos o quinto maior fabricante de bens de capital do mundo. Hoje somos o 14º”. Para Aubert, o setor não deve perder o viés exportador. "Do nosso faturamento, 30% são gerados pela exportação. Em 2008 exportamos quase US$ 13 bilhões. Desses embarques, metade seguiu para países do primeiro mundo, mostrando que temos qualidade". No primeiro quadrimestre de 2010, o volume de exportações do setor caiu 38% e o das importações aumentou 8%. "Perdemos mercado lá fora e aqui dentro; temos que agir para reverter essa situação".
Site Usinagem Brasil
segunda-feira, 26 de julho de 2010
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