quinta-feira, 29 de julho de 2010

Na FIESC, Serra defende reforma tributária por meio de "alterações tópicas"

Candidato à Presidência da República, José Serra, recebeu agenda Desenvolvimento SC: Uma visão da indústria (foto: Guilherme Ternes)
O candidato a presidente pelo PSDB, José Serra, destacou a importância de reduzir a carga tributária, mas afirmou que "não é necessário fazer tudo ao mesmo tempo". Durante encontro com empresários, promovido pela Federação das Indústrias (FIESC) na última sexta (23), ele disse que a reforma deve ser feita por meio de "alterações tópicas", com a elaboração de um projeto que não precise fazer alterações na Constituição. Conforme o candidato, fazer a reforma tributária aos poucos é a alternativa mais viável por reduzir as resistências.
Serra afirmou que há um tripé "perverso" no Brasil composto pela alta carga tributária, pelos baixos investimentos governamentais e pela alta taxa de juros, fatores que combinados inibem o crescimento sustentável da economia. No encontro, a FIESC entregou ao candidato o documento Desenvolvimento SC: uma visão da indústria com as propostas do setor para o crescimento do estado.
O trabalho, elaborado a partir de pesquisas com o setor industrial e com a população economicamente ativa, também mostra que são necessários investimentos urgentes em infraestrutura e educação básica. O presidente em exercício da FIESC, Glauco José Côrte, que entregou o documento ao candidato, afirmou que "Santa Catarina não quer mais explicação, quer ação", ao se referir ao lento ritmo das obras de duplicação da BR-101 e às demais necessidades relativas à logística. Ele disse que há um desequilíbrio econômico entre as regiões do estado devido à falta de investimentos em obras importantes. Como exemplo ele citou também a BR-470, uma rodovia essencial para o escoamento da produção e que representa um dos principais gargalos no setor de transportes.
Côrte disse ainda que o país está vivendo um processo de desindustrialização. Serra concordou com a afirmação e reconhece que Santa Catarina é um estado onde o segmento industrial tem enorme peso. O candidato disse ainda que "o Brasil não tem política de defesa comercial e que o investimento em diplomacia é de natureza política e não comercial".
"Se olharmos para a indústria como um todo vamos ver que tem quatro questões a serem tratadas", disse Serra. Além do "tripé perverso", ele acrescentou a infraestrutura. Para ele, o problema nas estradas federais não está só na falta de recursos, mas na ausência de prioridades nos investimentos e falta de clareza para atrair o setor privado para a realização de concessões e de parcerias público-privadas.
Fiesc

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