terça-feira, 27 de abril de 2010

Atividade da indústria paulista sobe e bate recorde no trimestre

A atividade da indústria subiu 2,8% em março em São Paulo no comparativo com o mês anterior, na série com ajuste sazonal, segundo os dados divulgados nesta terça-feira pela Fiesp (federação das indústrias do Estado) e pelo Ciesp (centro das indústrias). Já na série sem ajuste, o INA cresceu 18%, melhor resultado em seis anos (em 2004 fora de 22,1%).
No confronto com março do ano passado, que teve o desempenho afetado pelo agravamento da crise internacional, o indicador apresentou alta de 20,7%.
No acumulado do primeiro trimestre, houve expansão de 18,2%, o melhor desempenho para um primeiro trimestre da série histórica, iniciada em junho de 2001.
Nos últimos 12 meses, o nível de atividade ainda apresenta queda, de 1,1%.
As entidades revisaram o indicador de fevereiro, de alta de 1,1% para 1,0%, na comparação com janeiro, nos dados com ajuste sazonal. Sem ajuste, a variação passou de acréscimo de 0,4% para 2,9%.
O nível de utilização da capacidade instalada, que mensura o uso de máquinas e equipamentos nas indústrias, ficou em 81,3% no mês passado, ante 76,4% registrado em fevereiro e 77,6% contabilizado no mesmo mês de 2009, considerando os dados sem ajuste sazonal.
O levantamento mostrou ainda que o total de salários pagos em março, já descontada a inflação do período, teve alta de 0,7% ante fevereiro e de 7,3% no confronto com igual intervalo no ano passado.
Já as horas trabalhadas na produção subiram 1,2% e 9,0%, respectivamente, enquanto as vendas reais da indústria tiveram elevação de 4,9% no comparativo com o mês anterior e 13,6% ante março do ano passado.
Sensor
O indicador que aponta a percepção dos empresários sobre as perspectivas da economia, mensurado pelo Sensor Fiesp, mostrou piora neste mês. O índice atingiu 55,9 pontos, ante 57,7 pontos verificados em fevereiro. O sensor varia entre 0 e 100 pontos e números acima de 50 indicam otimismo.
Entre os itens que formam o índice, o que teve a maior pontuação foi mercado, com 61,9 pontos, seguido por investimentos (59,4), emprego (53,1), estoque (52,9) e vendas (52,0).
Folha Online

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