Depois de um período de retração, em setembro as vendas da indústria catarinense cresceram pelo terceiro mês consecutivo. De janeiro a setembro de 2010 sobre o mesmo período em 2009, o faturamento real registrou alta de 2,1%. Pesquisa da FIESC mostra que no acumulado do ano houve desempenho positivo nas horas trabalhadas na produção, com alta de 6,3%, na massa salarial real (6,6%) e na capacidade produtiva das fábricas, que ficou em 85,9%, com alta de cinco pontos ante 2010.
No ano, os setores com melhor desempenho foram metalurgia básica (alta de 40%), material eletrônico e equipamentos de comunicação (36,6%), produtos de metal (36,3%), produtos químicos (23%), móveis (21,3%), confecções e artigos do vestuário (12,8%) e produtos de madeira (10,6%).
Para o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico de Jaraguá do Sul, Célio Bayer, o bom desempenho nas receitas do segmento metalúrgico tem como base o mercado interno. "Durante a crise, o setor que tem grande mercado nos Estados Unidos e na Europa, foi buscar alternativas em países da África e da América Latina, mas o forte mesmo é a demanda interna", afirmou.
Bayer disse que o ano está muito positivo para o setor, mas que a moeda americana em queda é um fator que preocupa as empresas. "Para 2011 acredito em desenvolvimento econômico favorável, mas será preciso valorizar o dólar, caso contrário teremos dificuldades para exportar", ressalta. Bayer também mostrou-se preocupado com o crescimento das importações, especialmente dos produtos de países asiáticos.
Outro setor que em 2010 segue forte em Santa Catarina é o de autopeças. Segundo o presidente da Câmara de Desenvolvimento da Indústria Automotiva da FIESC, Hugo Ferreira, o faturamento da atividade cresceu 58% de janeiro a outubro desse ano em comparação com 2009. O estado vem liderando as exportações do segmento no Brasil. Os dados acumulados até setembro mostram que já foram exportados US$ 370 milhões enquanto o setor no país deve fechar o ano com um déficit comercial de aproximadamente US$ 4 bilhões.
Ferreira afirma que o bom momento da atividade se deve ao crescimento de 11% na produção das montadoras brasileiras e do mercado interno de reposição. O mercado internacional também foi favorável ao setor, especialmente nos países da América do Sul, onde o crescimento foi maior. Para ele, a tendência é que melhore cada vez mais as vendas ao exterior.
Apesar do bom desempenho, Ferreira destaca que hoje a desvalorização do dólar, o preço do aço e o alto custo da mão de obra são fatores que preocupam o setor.
Fonte: Fiesc
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
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