quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Vendas da indústria de SC crescem pelo 3º mês consecutivo

Depois de um período de retração, em setembro as vendas da indústria catarinense cresceram pelo terceiro mês consecutivo. De janeiro a setembro de 2010 sobre o mesmo período em 2009, o faturamento real registrou alta de 2,1%. Pesquisa da FIESC mostra que no acumulado do ano houve desempenho positivo nas horas trabalhadas na produção, com alta de 6,3%, na massa salarial real (6,6%) e na capacidade produtiva das fábricas, que ficou em 85,9%, com alta de cinco pontos ante 2010.
No ano, os setores com melhor desempenho foram metalurgia básica (alta de 40%), material eletrônico e equipamentos de comunicação (36,6%), produtos de metal (36,3%), produtos químicos (23%), móveis (21,3%), confecções e artigos do vestuário (12,8%) e produtos de madeira (10,6%).
Para o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico de Jaraguá do Sul, Célio Bayer, o bom desempenho nas receitas do segmento metalúrgico tem como base o mercado interno. "Durante a crise, o setor que tem grande mercado nos Estados Unidos e na Europa, foi buscar alternativas em países da África e da América Latina, mas o forte mesmo é a demanda interna", afirmou.
Bayer disse que o ano está muito positivo para o setor, mas que a moeda americana em queda é um fator que preocupa as empresas. "Para 2011 acredito em desenvolvimento econômico favorável, mas será preciso valorizar o dólar, caso contrário teremos dificuldades para exportar", ressalta. Bayer também mostrou-se preocupado com o crescimento das importações, especialmente dos produtos de países asiáticos.
Outro setor que em 2010 segue forte em Santa Catarina é o de autopeças. Segundo o presidente da Câmara de Desenvolvimento da Indústria Automotiva da FIESC, Hugo Ferreira, o faturamento da atividade cresceu 58% de janeiro a outubro desse ano em comparação com 2009. O estado vem liderando as exportações do segmento no Brasil. Os dados acumulados até setembro mostram que já foram exportados US$ 370 milhões enquanto o setor no país deve fechar o ano com um déficit comercial de aproximadamente US$ 4 bilhões.
Ferreira afirma que o bom momento da atividade se deve ao crescimento de 11% na produção das montadoras brasileiras e do mercado interno de reposição. O mercado internacional também foi favorável ao setor, especialmente nos países da América do Sul, onde o crescimento foi maior. Para ele, a tendência é que melhore cada vez mais as vendas ao exterior.
Apesar do bom desempenho, Ferreira destaca que hoje a desvalorização do dólar, o preço do aço e o alto custo da mão de obra são fatores que preocupam o setor.
Fonte: Fiesc

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