quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Corrêa e Côrte tomam posse na CNI, ao lado de Robson Braga

O presidente da FIESC, Alcantaro Corrêa, e o 1º vice-presidente da entidade, Glauco José Côrte, tomaram posse no último dia 17, nos cargos de vice-presidente e diretor, respectivamente, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A entidade nacional da indústria brasileira passa a ser comandada pelo empresário mineiro Robson Braga de Andrade, que classificou o dólar desvalorizado como o problema mais urgente a ser resolvido no Brasil.
Em seu discurso de posse, defendeu a necessidade de um regime de urgência na adoção de reformas estruturais no governo Dilma Rousseff, vitimadas, segundo ele, "pelo mais nocivo corporativismo e pelo mais deletério fisiologismo". A proposta de rapidez nas reformas tributária, trabalhista, previdenciária e política foi feita na solenidade de posse, na noite desta quarta-feira, 17 de novembro.
"Pagamos um alto preço por postergar a realização das reformas estruturais no passado um pouco mais distante; pagamos preço elevado por fazê-las apenas parcialmente no passado recente; pagaremos um preço ainda mais alto se não as fizermos agora", enfatizou Andrade para uma platéia de mais de mil convidados no Centro de Convenções Brasil XXI, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Alinhou "quatro pilares fundamentais" na agenda das reformas a ser cumprida no próximo governo: imposição de limites às expansão dos gastos correntes; revisão do sistema de vinculação de despesas; implantação de critérios de eficiência aos programas governamentais e adoção de um sistema previdenciário adequado à elevação da expectativa de vida da população.
O presidente da CNI apontou a reforma tributária como a principal prioridade, com o objetivo de desonerar completamente os investimentos e as exportações e simplificar e reduzir a burocracia do sistema tributário.
A reforma trabalhista, na sua visão, é necessária para eliminar incertezas legais, reduzir os custos do trabalho e estimular a criação de empregos. A reforma política, por sua vez, de acordo com Robson Braga de Andrade, "é essencial diante da constatação de que a qualidade da governança pública e do sistema de decisões políticas é crucial para o adequado funcionamento da economia e da sociedade".
"Fazer o que precisa ser feito, com coragem e determinação, eliminando obstáculos muitas vezes endêmicos na vida política e econômica do nosso país é a melhor forma de ampliar a nossa competitividade", destacou o presidente da CNI.
Robson Braga de Andrade é o 13º presidente da CNI. Mineiro de São João Del Rey, preside a Orteng Equipamentos e Sistemas, empresa sediada em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, que produz equipamentos para os segmentos de energia, petróleo, gás, mineração, siderurgia, saneamento, telecomunicações e transportes.
Fonte: Fiesc

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