quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Emprego nas médias e grandes indústrias de SC acumula alta de 5%

O emprego nas médias e grandes indústrias catarinenses acumula alta até novembro de 5,09%. O número representa a abertura de 10.994 vagas no grupo de 346 empresas pesquisadas pela FIESC. Em termos absolutos, dos 19 setores ouvidos, os que mais contrataram foram máquinas e equipamentos (3.550 vagas), metalurgia básica (1.886 vagas), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (1.793 vagas), confecções e artigos do vestuário e acessórios (1.182 vagas), artigos de borracha e plástico (889 vagas) e produtos de minerais não-metálicos (838 vagas). Nesse período, o segmento de veículos automotores fechou 1.779 vagas, principalmente em função da crise de uma grande empresa do setor.
Em novembro, o número de vagas registrou leve queda de 0,04% no grupo pesquisado. Este é o segundo mês consecutivo em que há decréscimo no número de vagas. Os segmentos que contribuíram para essa variação negativa foram artigos do mobiliário (-253 vagas), veículos automotores (-168 vagas) e máquinas e equipamentos (-158 vagas). No setor automotivo, a falta de crédito foi o principal motivo apontado para as demissões. Nos demais setores, a baixa demanda levou ao fechamento de vagas.
O segmento mobiliário, um dos que fechou vagas, mudou a estratégia com a migração de grande parte das exportações para o mercado interno. O presidente da Câmara da Indústria do Mobiliário da FIESC, Arnaldo Huebl, prevê queda das exportações deste ano, mas o mercado interno deve absorver. "Está muito difícil competir com o mundo. O câmbio está muito aquém das expectativas e as empresas precisam de caixa", diz Huebl.
O presidente da Câmara lembra que há dez anos as empresas realizaram um trabalho intenso de prospecção no exterior, mas com a redução das exportações esse trabalho é "perdido". Para 2011, o foco será novamente o mercado interno, adianta.
Fiesc

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