Estado criou 8.751 postos de trabalho em abril deste ano, contra os 12.341 registrados no mesmo mês do ano passado
Apesar do saldo positivo, abril apresentou uma queda brusca na geração de novos empregos com carteira assinada em Santa Catarina. O Estado criou 8.751 vagas no mês, uma redução de 29,1% em relação aos 12.341 postos de trabalho gerados no mesmo mês do ano passado.
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados ontem pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine) de Santa Catarina.
Em comparação com o mês de abril do ano passado, praticamente todos os setores da economia apresentaram redução na geração de empregos. No total, foram 3.590 vagas a menos em abril de 2011.
Para o técnico do Sine de SC, Osnildo Vieira Filho, a indústria de transformação responde pela desaceleração do emprego no Estado nos últimos meses. O setor criou, em abril, a metade dos postos de trabalho do que gerou em 2011.
Henry Quaresma, diretor de Relações Industriais da Federação das Indústrias (Fiesc), atribuiu a queda no desempenho do setor ao que ele chama de incremento violento das importações no país.
– Com a valorização do real, em muitos casos ficou mais barato importar do que produzir. A necessidade de mão de obra cai drasticamente neste processo – analisa.
Quaresma observa que os números de 2011 ainda estão sob o impacto da crise econômica mundial.
Indústria ainda lidera ranking
Por outro lado, é necessário destacar que o setor continua na ponta da geração de empregos em Santa Catarina. A indústria de transformação criou 3.505 postos de trabalho com carteira assinada em abril, 40% do total de vagas abertas.
Mas os números que mais chamam a atenção no último Caged são os da construção civil. Em relação à geração de emprego no primeiro quadrimestre do ano passado, o setor cresceu 83% em 2011.
Hélio Bairros, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Florianópolis (Sinduscon), afirma que a perspectiva do setor para os próximos meses é otimista.
Em abril, segundo ele, os empresários do ramo já venceram as dificuldades do primeiro trimestre de 2011, quando o mercado se mostrou apreensivo com a alta dos juros, o aumento da inflação, o corte de R$ 5 bilhões no Minha Casa, Minha Vida e a falta de cimento no Estado.
No país, foram criadas 272.225 novas vagas de emprego com carteira assinada em abril, aponta o Caged. Apesar do aumento, o número não é recorde para o mês. Isso ocorreu em abril do ano passado, quando o saldo de vagas líquidas foi de 349 mil. Mas o resultado está acima da média dos últimos quatro anos, que ficou em torno de 250 mil empregos.
janaina.cavalli@diario.com.br
Diário Catarinense
quarta-feira, 18 de maio de 2011
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