quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Lobby da indústria

24 de fevereiro de 2010 | N° 8724
INFORME ECONÔMICO | EDUARDO KORMIVES - INTERINO

Os presidentes das federações industriais dos país partiram para o corpo a corpo ontem, em Brasília. Depois da reunião de diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), eles fizeram visitas a lideranças de 10 partidos na Câmara e ao presidente da Casa, Michel Temer. Defenderam que seria eleitoreira a votação da proposta de emenda constitucional que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais ainda este ano.

Segundo o presidente da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), Alcantaro Corrêa, foi feita uma "via-crúcis" para mostrar que não é interessante colocar o assunto na pauta agora, espremida pelo recesso eleitoral do segundo semestre. Ele argumenta que, na média, a jornada dos trabalhadores brasileiros já é de 40 horas, e que existem setores com situações especiais.

Fiesc defende a livre negociação
Se for aprovada a redução da jornada, diz Corrêa, os setores mais afetados serão agricultura e comércio, que repassariam os aumentos de custos ao consumidor.
O presidente da Fiesc argumenta que os trabalhadores estão tentando se manter no emprego. Segundo ele, apenas 80 mil dos 400 mil empregos perdidos na indústria durante a crise foram recuperados até agora. O caminho defendido pela indústria é a livre negociação entre patrões e empregados.

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