Às vésperas da viagem da presidente Dilma Rousseff à China, onde deverá permanecer por seis dias, o setor siderúrgico brasileiro encaminhou carta a quatro ministros - Guido Mantega (Fazenda), Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Antônio Palocci (Casa Civil) e Antônio Patriota (Relações Exteriores) - solicitando que o momento seja aproveitado para exigir do governo chinês a mesma reciprocidade de investimentos às empresas brasileiras naquele país que é dada às chinesas.
"As empresas brasileiras não encontram na China a mesma reciprocidade para investir que as chinesas encontram no Brasil, onde estão fazendo pesados aportes de recursos, sem limitação de capital, na aquisição de ativos, principalmente em commodities metálicas (caso de minas ferro), agrícolas e em petróleo", destacou Marco Pólo de Mello Lopes, presidente-executivo do Instituto Aço Brasil (IABr), entidade que reúne os empresários nacionais da indústria do aço.
Para o IABr, assegurar a reciprocidade é fundamental nas relações bilaterais dos dois países. Os pontos chaves são: investimentos e participação majoritária no capital de empresas de siderurgia e mineração. "Queremos o mesmo tratamento que eles têm no Brasil", disse Lopes, antes de embarcar para a China. O documento encaminhado ao governo aponta que os investimentos chineses no Brasil estão concentrados em cinco setores - aço e mineração representaram 34% do total de US$ 13 bilhões aportados em 2010.
No ano passado, grupos chineses fizeram aquisições de pelo menos três ativos de minério de ferro no Brasil - na MMX, na Itaminas e em um projeto no norte de Minas. Além disso, compraram transmissoras de energia e 40% de um campo de petróleo. Após alguns anos de tentativas, o grupo Gerdau desistiu de montar uma fábrica de aços especiais na China, devido às restrições impostas pelo governo.
A China se tornou o divisor de águas, diz Lopes. "Pode representar alegria ou tristeza." É o maior importador de minério de ferro da Vale, mas tem como plano ampliar a autossuficiência da matéria-prima para suas usinas de aço. "Internamente, querem passar de 45% para 50%, e, no exterior, elevar a participação em minas de ferro de 15% para 50%". Por outro lado, em 2010, a China foi o maior exportador de aço para o Brasil: 1,8 milhão de toneladas (US$ 1,4 bilhão). E importou apenas 280 mil toneladas (US$ 126 milhões em divisas).
Valor
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Após seis meses de estabilidade, emprego industrial cresce 0,5%
O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, em fevereiro de 2011, avançou 1,1% frente a janeiro
O emprego industrial avançou 0,5% em fevereiro, em comparação com janeiro, após apresentar estabilidade nos últimos seis meses. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em relação a fevereiro do ano passado, a expansão foi de 2,9%, com o contingente de trabalhadores apontando crescimento em 13 dos 14 locais pesquisados. Santa Catarina foi uma das principais contribuições positivas sobre o resultado global, com 3,1%. As outras contribuições vieram de São Paulo (2,0%), Minas Gerais (4,6%), região Norte e Centro-Oeste (4,8%), região Nordeste (3,1%) e Rio Grande do Sul (3,6%).
Nas indústrias de Santa Catarina as maiores influências positivas vieram dos setores de máquinas e equipamentos (14,5%), vestuário (5,7%) e produtos de metal (16,5%).
Ceará apontou a única taxa negativa (-0,3%) entre os locais investigados, pressionado em grande parte pela redução no total do pessoal ocupado na indústria de calçados e couro (-5,5%).
Setorialmente, ainda no indicador mensal, o emprego industrial avançou em treze dos dezoito ramos, com destaque para meios de transporte (8,7%), máquinas e equipamentos (6,7%), produtos de metal (7,5%), alimentos e bebidas (2,3%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (6,4%).
Por outro lado, papel e gráfica (-7,8%), vestuário (-2,0%) e madeira (-5,6%) exerceram as principais influências negativas.
Horas pagas
O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, em fevereiro de 2011, avançou 1,1% frente a janeiro, na série livre dos efeitos sazonais, após ficar estável em janeiro último (0,0%) e crescer 0,3% em dezembro e novembro de 2010.
Na comparação com igual mês do ano anterior, o número de horas pagas avançou 3,2% e assinalou o décimo terceiro resultado positivo consecutivo nesse tipo de confronto.
Folha de pagamento
Em fevereiro de 2011, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria avançou 1,1% em relação ao mês imediatamente anterior, segunda taxa positiva seguida, acumulando nesse período ganho de 6,3%.
Setorialmente, o valor da folha de pagamento real cresceu em quinze dos dezoito setores pesquisados, com destaque para máquinas e equipamentos (14,3%), meios de transporte (6,9%), indústrias extrativas (9,7%), alimentos e bebidas (5,3%), produtos de metal (10,3%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (9,3%). Em sentido oposto, somente os setores produtores do fumo (-2,6%) e de madeira (-0,3%) apontaram taxas negativas.
Portal EconomiaSC
O emprego industrial avançou 0,5% em fevereiro, em comparação com janeiro, após apresentar estabilidade nos últimos seis meses. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em relação a fevereiro do ano passado, a expansão foi de 2,9%, com o contingente de trabalhadores apontando crescimento em 13 dos 14 locais pesquisados. Santa Catarina foi uma das principais contribuições positivas sobre o resultado global, com 3,1%. As outras contribuições vieram de São Paulo (2,0%), Minas Gerais (4,6%), região Norte e Centro-Oeste (4,8%), região Nordeste (3,1%) e Rio Grande do Sul (3,6%).
Nas indústrias de Santa Catarina as maiores influências positivas vieram dos setores de máquinas e equipamentos (14,5%), vestuário (5,7%) e produtos de metal (16,5%).
Ceará apontou a única taxa negativa (-0,3%) entre os locais investigados, pressionado em grande parte pela redução no total do pessoal ocupado na indústria de calçados e couro (-5,5%).
Setorialmente, ainda no indicador mensal, o emprego industrial avançou em treze dos dezoito ramos, com destaque para meios de transporte (8,7%), máquinas e equipamentos (6,7%), produtos de metal (7,5%), alimentos e bebidas (2,3%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (6,4%).
Por outro lado, papel e gráfica (-7,8%), vestuário (-2,0%) e madeira (-5,6%) exerceram as principais influências negativas.
Horas pagas
O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, em fevereiro de 2011, avançou 1,1% frente a janeiro, na série livre dos efeitos sazonais, após ficar estável em janeiro último (0,0%) e crescer 0,3% em dezembro e novembro de 2010.
Na comparação com igual mês do ano anterior, o número de horas pagas avançou 3,2% e assinalou o décimo terceiro resultado positivo consecutivo nesse tipo de confronto.
Folha de pagamento
Em fevereiro de 2011, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria avançou 1,1% em relação ao mês imediatamente anterior, segunda taxa positiva seguida, acumulando nesse período ganho de 6,3%.
Setorialmente, o valor da folha de pagamento real cresceu em quinze dos dezoito setores pesquisados, com destaque para máquinas e equipamentos (14,3%), meios de transporte (6,9%), indústrias extrativas (9,7%), alimentos e bebidas (5,3%), produtos de metal (10,3%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (9,3%). Em sentido oposto, somente os setores produtores do fumo (-2,6%) e de madeira (-0,3%) apontaram taxas negativas.
Portal EconomiaSC
sexta-feira, 8 de abril de 2011
O ponto eletrônico subiu no telhado
Angela Pimenta
Editada no ano passado pelo ministério do Trabalho, a polêmica portaria que obriga as empresas a adotar o ponto eletrônico não deve entrar em vigor tão cedo.
E num movimento de preservação do próprio pescoço, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que antes era um defensor ardoroso da novidade, agora está na moita.
Como se sabe, recentemente Lupi se atritou com a presidente Dilma Rousseff e com o setor privado ao defender um polpudo aumento para o salário mínimo. Acabou perdendo a parada e se chamuscando com Dilma.
Se vier a insistir a favor do ponto eletrônico, pode voltar a se queimar.
Teoricamente, a adoção da novidade pelas empresas deveria ter-se tornado obrigatória desde o último dia 1 de abril. Mas diante da saraivada de críticas das empresas e até das centrais sindicais, o ministério adiou novamente a obrigatoriedade para o início de setembro.
Agora, o governo estuda a criação de um grupo de trabalho que reúna representantes do ministério, de patrões e empregados. Mas caso não haja um acordo, é possível que o ponto eletrônico, que já subiu no telhado, não saia mais de lá.
Revista Exame
Editada no ano passado pelo ministério do Trabalho, a polêmica portaria que obriga as empresas a adotar o ponto eletrônico não deve entrar em vigor tão cedo.
E num movimento de preservação do próprio pescoço, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que antes era um defensor ardoroso da novidade, agora está na moita.
Como se sabe, recentemente Lupi se atritou com a presidente Dilma Rousseff e com o setor privado ao defender um polpudo aumento para o salário mínimo. Acabou perdendo a parada e se chamuscando com Dilma.
Se vier a insistir a favor do ponto eletrônico, pode voltar a se queimar.
Teoricamente, a adoção da novidade pelas empresas deveria ter-se tornado obrigatória desde o último dia 1 de abril. Mas diante da saraivada de críticas das empresas e até das centrais sindicais, o ministério adiou novamente a obrigatoriedade para o início de setembro.
Agora, o governo estuda a criação de um grupo de trabalho que reúna representantes do ministério, de patrões e empregados. Mas caso não haja um acordo, é possível que o ponto eletrônico, que já subiu no telhado, não saia mais de lá.
Revista Exame
Indústria eleva faturamento e total de horas trabalhadas
O faturamento e as horas trabalhadas no setor industrial aumentaram 6,9% e 2,6%, respectivamente, em fevereiro frente a janeiro, segundos dados com ajuste sazonal, pesquisados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). No primeiro bimestre, as altas dos indicadores, em relação a igual período de 2010, foram de 11,1% e 5,4%. Na comparação de fevereiro deste ano com o mesmo mês do ano passado, as variações foram de 14,3% e de 6,7%, respectivamente.
A expansão em bases elevadas desses dois indicadores, diretamente associados à produção, mostra que o setor industrial iniciou o ano em ritmo aquecido, influenciado pela demanda interna e contrariando a tendência de desaceleração para o período.
Para a CNI, as taxas de aumento do faturamento e das horas trabalhadas estão contaminadas pelo efeito calendário de maior número de dias úteis em fevereiro e não refletem a expansão real do parque fabril. Para a entidade, a ausência do Carnaval em fevereiro antecipou a produção no mês e terá por consequência a redução do nível de atividade em março.
"Não há retomada tão intensa quanto os números sugerem", afirmou o gerente da unidade de política econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. "Os dados de março tendem a mostrar sinais de desaceleração", acrescentou, citando a queda de 0,4% na produção de veículos em março frente a fevereiro.
Castelo Branco explicou que o modelo de dessazonalização usado pela CNI não consegue eliminar o efeito calendário no cálculo das variações, quando feriados tradicionalmente fixos são transferidos para datas não convencionais. (LO)
Valor
A expansão em bases elevadas desses dois indicadores, diretamente associados à produção, mostra que o setor industrial iniciou o ano em ritmo aquecido, influenciado pela demanda interna e contrariando a tendência de desaceleração para o período.
Para a CNI, as taxas de aumento do faturamento e das horas trabalhadas estão contaminadas pelo efeito calendário de maior número de dias úteis em fevereiro e não refletem a expansão real do parque fabril. Para a entidade, a ausência do Carnaval em fevereiro antecipou a produção no mês e terá por consequência a redução do nível de atividade em março.
"Não há retomada tão intensa quanto os números sugerem", afirmou o gerente da unidade de política econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. "Os dados de março tendem a mostrar sinais de desaceleração", acrescentou, citando a queda de 0,4% na produção de veículos em março frente a fevereiro.
Castelo Branco explicou que o modelo de dessazonalização usado pela CNI não consegue eliminar o efeito calendário no cálculo das variações, quando feriados tradicionalmente fixos são transferidos para datas não convencionais. (LO)
Valor
CNI: vendas reais da indústria sobem 14,3% em fevereiro
Na comparação com janeiro de 2011, houve alta de 6,9%. Este foi o primeiro avanço, em base mensal, após dois meses seguidos de queda
Da Agência Estado
A atividade industrial cresceu em fevereiro no Brasil, segundo dados divulgados hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). As vendas reais, que reproduzem o faturamento da indústria de transformação, cresceram 14,3% em fevereiro na comparação com igual período de 2010. Na comparação com janeiro de 2011, em termos dessazonalizados, houve alta de 6,9%. Este foi o primeiro avanço, em base mensal, após dois meses seguidos de queda.
As horas trabalhadas, que medem o ritmo da produção, subiram 6,7% em fevereiro em relação a um ano antes e avançaram 2,6%, descontando os fatores sazonais, ante janeiro. A indústria continuou contratando em fevereiro, sendo que os postos de trabalho cresceram 4,1% em relação a fevereiro do ano passado. O emprego dessazonalizado cresceu 0,4% em fevereiro ante janeiro.
A massa salarial real (descontada a inflação) na indústria subiu 5,8% na comparação com fevereiro de 2010. Como a série histórica é curta, a CNI não divulga o indicador de massa salarial na comparação com mês anterior, em termos dessazonalizados. O rendimento médio real na indústria subiu 1,6% em fevereiro ante fevereiro do ano passado. Este indicador também não tem a comparação com o mês anterior.
No acumulado do primeiro bimestre de 2011, as vendas reais subiram 11,1% ante igual período de 2010, enquanto as horas trabalhadas aumentaram 5,4%, na mesma base de comparação. O emprego industrial avançou 4,4% em janeiro e fevereiro deste ano, na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. A massa salarial real acumula alta de 5,8%, enquanto o rendimento médio real subiu 1,2%, na mesma base de comparação.
Capacidade instalada
A utilização da capacidade instalada na indústria de transformação atingiu 83,6% em fevereiro deste ano, segundo a CNI. De acordo com o documento Indicadores Industriais, a capacidade instalada de fevereiro ultrapassou o período pré-crise em 0,4 ponto porcentual. Em janeiro deste ano, a indústria operou, em média, com 83,1% da capacidade instalada, enquanto em fevereiro de 2010 o nível era de 81,0%, conforme os dados dessazonalizados.
Revista Amanhã
Da Agência Estado
A atividade industrial cresceu em fevereiro no Brasil, segundo dados divulgados hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). As vendas reais, que reproduzem o faturamento da indústria de transformação, cresceram 14,3% em fevereiro na comparação com igual período de 2010. Na comparação com janeiro de 2011, em termos dessazonalizados, houve alta de 6,9%. Este foi o primeiro avanço, em base mensal, após dois meses seguidos de queda.
As horas trabalhadas, que medem o ritmo da produção, subiram 6,7% em fevereiro em relação a um ano antes e avançaram 2,6%, descontando os fatores sazonais, ante janeiro. A indústria continuou contratando em fevereiro, sendo que os postos de trabalho cresceram 4,1% em relação a fevereiro do ano passado. O emprego dessazonalizado cresceu 0,4% em fevereiro ante janeiro.
A massa salarial real (descontada a inflação) na indústria subiu 5,8% na comparação com fevereiro de 2010. Como a série histórica é curta, a CNI não divulga o indicador de massa salarial na comparação com mês anterior, em termos dessazonalizados. O rendimento médio real na indústria subiu 1,6% em fevereiro ante fevereiro do ano passado. Este indicador também não tem a comparação com o mês anterior.
No acumulado do primeiro bimestre de 2011, as vendas reais subiram 11,1% ante igual período de 2010, enquanto as horas trabalhadas aumentaram 5,4%, na mesma base de comparação. O emprego industrial avançou 4,4% em janeiro e fevereiro deste ano, na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. A massa salarial real acumula alta de 5,8%, enquanto o rendimento médio real subiu 1,2%, na mesma base de comparação.
Capacidade instalada
A utilização da capacidade instalada na indústria de transformação atingiu 83,6% em fevereiro deste ano, segundo a CNI. De acordo com o documento Indicadores Industriais, a capacidade instalada de fevereiro ultrapassou o período pré-crise em 0,4 ponto porcentual. Em janeiro deste ano, a indústria operou, em média, com 83,1% da capacidade instalada, enquanto em fevereiro de 2010 o nível era de 81,0%, conforme os dados dessazonalizados.
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