Duas pesquisas divulgadas ontem mostram que o empresário brasileiro está confiante neste início do governo Dilma Rousseff. A Sondagem da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que a expectativa é otimista, até mesmo para o setor externo, embora os empresários já estejam aguardando um ritmo menos intenso de crescimento da atividade do que em 2010.
O Sensor Fiesp (da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que mede as perspectivas dos empresários para alguns setores da economia, voltou a crescer este mês. O indicador passou de 47 pontos em dezembro para 50,2 pontos em janeiro. Números acima de 50 são positivos.
A Sondagem Industrial realizada pela CNI com 1.518 empresas, mostra que a expectativa sobre a demanda nos próximos seis meses subiu para 58,1 pontos em janeiro, ante 55,2 em dezembro. O nível revela otimismo, por estar acima dos 50 pontos, mas a CNI observa que esse indicador era de 62,9 pontos em janeiro de 2009.
A percepção do industrial não é desfavorável, até mesmo sobre a evolução da economia mundial. O indicador sobre a quantidade exportada ainda está na linha negativa, mas subiu de 48,3 para 49 pontos. O empresário também espera comprar mais matéria prima no próximo semestre para atender ao aumento de produção. O indicador subiu de 53,6 em dezembro para 56,8 pontos, mas ficou abaixo dos 59,8 pontos registrados em janeiro de 2010.
Na contratação de mão de obra, a expectativa ficou estável, em 53,2 pontos ante 53,9 na última apuração em setembro de 2010. Segundo o economista da CNI, Renato da Fonseca, dados apurados sobre o que se passou na indústria no fim do ano passado, como o indicador do uso de capacidade instalada, que em dezembro ficou em 48,2 pontos, "abaixo do usual" de 50 pontos, mostram que o ritmo de crescimento da economia será mais fraco sobre 2010.
Segundo ele, a sondagem "mede a tendência de como se comportou a economia e dá um sinal sobre as expectativas para os próximos seis meses. As expectativas ainda são de crescimento, mas há sinais de que o industrial vai ter um pouco mais de cautela na contratação e nas exportações."
A Fiesp, por sua vez, avaliou que os números da sua pesquisa devem ser vistos como um sinal de alerta. Isso porque, com exceção de investimentos, que segue forte, com 58,3 pontos, os demais componentes do índice estão abaixo ou em cima do limite aceitável.
No caso dos aportes, o diretor do departamento de pesquisas e estudos econômicos da Fiesp, Paulo Francini, acredita que o volume significativo corresponde a uma estratégia das empresas diante do avanço dos produtos importados. Ao recuar de 51,5 pontos para 50,1 pontos na passagem mensal, o emprego dá sinais de estabilidade, argumentou Francini.
Já estoque e vendas seguem em um patamar insatisfatório, mas já apresentam melhora em relação ao mês anterior. O resultado das vendas saltou de 42,9 pontos para 48,1. O estoque, por sua vez, foi de 42 pontos para 46,8 pontos.
Fonte: Valor Econômico
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
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