quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Crescimento do emprego na indústria diminui o ritmo em SC
O nível de emprego na indústria catarinense teve alta de 0,2% em julho, mas esse resultado não foi suficiente para coibir a diminuição do crescimento no número de vagas, que acontece desde maio.
Em abril, o saldo de vagas abertas foi de 2.519, no mês seguinte a oferta de vagas caiu para 1.387. Em julho, o número de empregos foi de 530, num grupo de 343 empresas de médio e grande porte pesquisadas. Os segmentos que mais influenciaram no resultado foram máquinas, aparelhos e materiais elétricos, confecções e artigos do vestuário e alimentos.
No acumulado do ano, o nível de emprego registrou alta de 4,8%. O número significa a abertura de 10.293 postos de trabalho no grupo de empresas pesquisado. Nesse período, dos 19 setores ouvidos, 18 registraram crescimento.
De janeiro a julho, as atividades industriais que mais tiveram elevação em termos percentuais foram produtos de metal (14,2%), metalurgia básica (13,9%), material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicação (13,9%), couros e artigos de viagem (13,4%), produtos químicos (9%). O segmento veículos automotores apresentou queda de 9,4%.
Nesse período, em termos absolutos, os segmentos que mais abriram vagas foram máquinas e equipamentos (2.875), metalurgia básica (1.571), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (1.352), artigos de borracha e plástico (801), confecções e artigos do vestuário (760) e produtos de madeira (736).
Comportamento do emprego em 2010
Janeiro: -287 (-0,13%)
Fevereiro: 2.670 (1,24%)
Março: 2.470 (1,14%)
Abril: 2.519 (1,15%)
Maio: 1.387 (0,62%)
Junho: 1.004 (0,45%)
Julho: 530 (0,24%)
No ano: 10.293 (4,79%)
Fonte: FIESC/PEI
Em abril, o saldo de vagas abertas foi de 2.519, no mês seguinte a oferta de vagas caiu para 1.387. Em julho, o número de empregos foi de 530, num grupo de 343 empresas de médio e grande porte pesquisadas. Os segmentos que mais influenciaram no resultado foram máquinas, aparelhos e materiais elétricos, confecções e artigos do vestuário e alimentos.
No acumulado do ano, o nível de emprego registrou alta de 4,8%. O número significa a abertura de 10.293 postos de trabalho no grupo de empresas pesquisado. Nesse período, dos 19 setores ouvidos, 18 registraram crescimento.
De janeiro a julho, as atividades industriais que mais tiveram elevação em termos percentuais foram produtos de metal (14,2%), metalurgia básica (13,9%), material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicação (13,9%), couros e artigos de viagem (13,4%), produtos químicos (9%). O segmento veículos automotores apresentou queda de 9,4%.
Nesse período, em termos absolutos, os segmentos que mais abriram vagas foram máquinas e equipamentos (2.875), metalurgia básica (1.571), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (1.352), artigos de borracha e plástico (801), confecções e artigos do vestuário (760) e produtos de madeira (736).
Comportamento do emprego em 2010
Janeiro: -287 (-0,13%)
Fevereiro: 2.670 (1,24%)
Março: 2.470 (1,14%)
Abril: 2.519 (1,15%)
Maio: 1.387 (0,62%)
Junho: 1.004 (0,45%)
Julho: 530 (0,24%)
No ano: 10.293 (4,79%)
Fonte: FIESC/PEI
Exportação de Santa Catarina cresce 33% em julho
As exportações catarinenses em julho somaram US$ 736,6 milhões, alta de 33% em relação ao mesmo período em 2009. No acumulado do ano, os embarques totalizaram 4,28 bilhões, incremento de 15% em comparação com o ano anterior. Porém as importações cresceram num ritmo superior, mostram dados divulgados pela Federação das Indústrias (FIESC). Em julho, as compras de Santa Catarina somaram 1,03 bilhão, com elevação de 72,9% em relação a um ano atrás. O saldo da balança comercial do estado acumula déficit de US$ 2 bilhões.
De janeiro a julho, dos dez principais produtos exportados por Santa Catarina, oito apresentaram alta. Os maiores incrementos foram nos itens blocos de cilindros e cabeçotes para motores (185,3%), motocompressores herméticos (43,6%), grãos de soja (31,2%), produtos de madeira (22,8%) e carne de frango (18%). Nesse período, os produtos que apresentaram queda nos embarques foram preparações alimentícias de carne de frango (-4,2%) e fumo (-1,9%).
Os Estados Unidos lideram como principal comprador do estado, com compras de US$ 519,8 milhões. Na sequência aparecem Países Baixos, com embarques de (US$ 363 milhões), Argentina (US$ 273,7 milhões), Japão (US$ 268,5 milhões), Alemanha (US$ 179,9 milhões), China (US$ 177,7 milhões) e Reino Unido (US$ 162,4 milhões).
Em relação às importações, os dez principais produtos da pauta de compras do estado registraram alta de janeiro a julho, com destaque para os insumos para a indústria como policloreto de vinila (367%), fios de algodão (313,4%), laminados de ferro e aço (198,6%), catado de cobre refinado (155,4%) e polietileno (98,4%).
Fiesc
De janeiro a julho, dos dez principais produtos exportados por Santa Catarina, oito apresentaram alta. Os maiores incrementos foram nos itens blocos de cilindros e cabeçotes para motores (185,3%), motocompressores herméticos (43,6%), grãos de soja (31,2%), produtos de madeira (22,8%) e carne de frango (18%). Nesse período, os produtos que apresentaram queda nos embarques foram preparações alimentícias de carne de frango (-4,2%) e fumo (-1,9%).
Os Estados Unidos lideram como principal comprador do estado, com compras de US$ 519,8 milhões. Na sequência aparecem Países Baixos, com embarques de (US$ 363 milhões), Argentina (US$ 273,7 milhões), Japão (US$ 268,5 milhões), Alemanha (US$ 179,9 milhões), China (US$ 177,7 milhões) e Reino Unido (US$ 162,4 milhões).
Em relação às importações, os dez principais produtos da pauta de compras do estado registraram alta de janeiro a julho, com destaque para os insumos para a indústria como policloreto de vinila (367%), fios de algodão (313,4%), laminados de ferro e aço (198,6%), catado de cobre refinado (155,4%) e polietileno (98,4%).
Fiesc
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Exportações de Santa Catarina mostram recuperação em julho
Os exportadores catarinenses estão comemorando o resultado das vendas de julho, um aumento em 33% em relação ao mesmo mês do ano passado. O problema é que as importações continuam elevadas. A mesma comparação indica crescimento de 72,9%, conforme estudo divulgado nesta sexta-feira pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).
Em parte, o alto índice de exportações de julho se deve à referência, pois nessa época em 2009 o país ainda sofria os efeitos da crise econômica mundial. Já o aumento das importações tem pelo menos duas explicações: a simples elevação no volume de produtos comprados por SC em função do real estar valorizado frente ao dólar e também porque muitos dos produtos importados chegam pelos portos do Estado, mas não ficam aqui. São destinados a outras regiões do país.
As exportações catarinenses em julho somaram US$ 736,6 milhões. No acumulado do ano, os embarques totalizaram US$ 4,28 bilhões, incremento de 15% em comparação com as vendas entre janeiro e julho do ano anterior.
No sentido inverso, em julho, as compras de SC somaram US$ 1,03 bilhão. Com isso, o saldo da balança comercial do Estado acumula déficit de US$ 2 bilhões neste ano.
De janeiro a julho, dos dez principais produtos exportados por Santa Catarina, oito apresentaram alta. Os maiores incrementos foram nos itens blocos de cilindros e cabeçotes para motores (185,3%), motocompressores herméticos (43,6%) e grãos de soja (31,2%). No período, apresentaram queda nos embarques as preparações alimentícias de carne de frango (-4,2%) e fumo (-1,9%).
Os parceiros
Os Estados Unidos lideram como principal comprador do Estado, com compras de US$ 519,8 milhões. Na sequência aparecem Países Baixos, com embarques de (US$ 363 milhões), Argentina (US$ 273,7 milhões) e Japão (US$ 268,5 milhões).
Em relação às importações, os dez principais produtos da pauta de compras do Estado registraram alta de janeiro a julho, com destaque para os insumos para a indústria como policloreto de vinila (367%), fios de algodão (313,4%), laminados de ferro e aço (198,6%), catado de cobre refinado (155,4%) e polietileno (98,4%).
Exportações de SC na comparação anual
Julho 2010: US$ 736.594 mil
Julho 2009: US$ 553,704 mil
Variação: 33,03%
Exportações de SC na comparação mensal
Julho 2010: US$ 736.594 mil
Junho 2009: US$ 642.852 mil
Variação: 14,58%
Exportações de SC no ano
Janeiro a julho 2010: US$ 4.285.917 mil
Janeiro a julho 2009: US$ 3.727.542 mil
Variação: 14,98%
Importações de SC na comparação anual
Julho 2010: US$ 1.035.321 mil
Julho 2009: US$ 598.835 mil
Variação: 72,89%
Importações de SC na comparação mensal
Julho 2010: US$ 1.035.321 mil
Junho 2009: US$ 937.311 mil
Variação: 10.46%
Importações de SC no ano
Janeiro a julho 2010: US$ 6,295.522 mil
Janeiro a julho 2009: US$ 3.687.541 mil
Variação: 70,72%
Saldo da Balança Comercial nos primeiros sete meses de cada ano
2006: US$ 2.513.348 mil
2007: US$ 2.381.618 mil
2008: US$ 369.804 mil
2009: US$ -857.434 mil
2010: US$ -2.009.605 mil
Portal Economia SC
Em parte, o alto índice de exportações de julho se deve à referência, pois nessa época em 2009 o país ainda sofria os efeitos da crise econômica mundial. Já o aumento das importações tem pelo menos duas explicações: a simples elevação no volume de produtos comprados por SC em função do real estar valorizado frente ao dólar e também porque muitos dos produtos importados chegam pelos portos do Estado, mas não ficam aqui. São destinados a outras regiões do país.
As exportações catarinenses em julho somaram US$ 736,6 milhões. No acumulado do ano, os embarques totalizaram US$ 4,28 bilhões, incremento de 15% em comparação com as vendas entre janeiro e julho do ano anterior.
No sentido inverso, em julho, as compras de SC somaram US$ 1,03 bilhão. Com isso, o saldo da balança comercial do Estado acumula déficit de US$ 2 bilhões neste ano.
De janeiro a julho, dos dez principais produtos exportados por Santa Catarina, oito apresentaram alta. Os maiores incrementos foram nos itens blocos de cilindros e cabeçotes para motores (185,3%), motocompressores herméticos (43,6%) e grãos de soja (31,2%). No período, apresentaram queda nos embarques as preparações alimentícias de carne de frango (-4,2%) e fumo (-1,9%).
Os parceiros
Os Estados Unidos lideram como principal comprador do Estado, com compras de US$ 519,8 milhões. Na sequência aparecem Países Baixos, com embarques de (US$ 363 milhões), Argentina (US$ 273,7 milhões) e Japão (US$ 268,5 milhões).
Em relação às importações, os dez principais produtos da pauta de compras do Estado registraram alta de janeiro a julho, com destaque para os insumos para a indústria como policloreto de vinila (367%), fios de algodão (313,4%), laminados de ferro e aço (198,6%), catado de cobre refinado (155,4%) e polietileno (98,4%).
Exportações de SC na comparação anual
Julho 2010: US$ 736.594 mil
Julho 2009: US$ 553,704 mil
Variação: 33,03%
Exportações de SC na comparação mensal
Julho 2010: US$ 736.594 mil
Junho 2009: US$ 642.852 mil
Variação: 14,58%
Exportações de SC no ano
Janeiro a julho 2010: US$ 4.285.917 mil
Janeiro a julho 2009: US$ 3.727.542 mil
Variação: 14,98%
Importações de SC na comparação anual
Julho 2010: US$ 1.035.321 mil
Julho 2009: US$ 598.835 mil
Variação: 72,89%
Importações de SC na comparação mensal
Julho 2010: US$ 1.035.321 mil
Junho 2009: US$ 937.311 mil
Variação: 10.46%
Importações de SC no ano
Janeiro a julho 2010: US$ 6,295.522 mil
Janeiro a julho 2009: US$ 3.687.541 mil
Variação: 70,72%
Saldo da Balança Comercial nos primeiros sete meses de cada ano
2006: US$ 2.513.348 mil
2007: US$ 2.381.618 mil
2008: US$ 369.804 mil
2009: US$ -857.434 mil
2010: US$ -2.009.605 mil
Portal Economia SC
Exportações registram aumento forte em todas as regiões do país
De janeiro a julho deste ano, as exportações brasileiras tiveram crescimento acentuado em todas as regiões do país, comparado a igual período do ano passado, mas a maior expansão percentual verificou-se no Nordeste, uma região tradicionalmente de poucas vendas externas.
Nos 145 dias úteis até final de julho, os nove estados da região exportaram produtos no valor de US$ 8,8 bilhões. Foi um aumento de 43% sobre os US$ 6,1 bilhões registrados no mesmo período de 2009, de acordo com boletim divulgado na sexta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) com detalhes da balança comercial por regiões, por estados e pelos 2.147 municípios com vendas externas.
Na sequência, aparecem as vendas da Região Sudeste, com alta de 36% no mesmo período, de US$ 43,4 bilhões para US$ 59,3 bilhões. Depois, vêm as exportações da Região Norte, com alta de 19%, de US$ 5,71 bilhões para US$ 6,8 bilhões. Já as da Região Sul evoluíram 11%, para US$ 20,8 bilhões, e as da Região Centro-Oeste cresceram 7%, para US$ 9,4 bilhões.
Na balança comercial dos municípios, Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, manteve a primeira colocação com embarques de US$ 5 bilhões no ano. Dentre os dez mais bem colocados nas vendas internacionais, a cidade de São Paulo aparece em segundo lugar com US$ 3,6 bilhões, seguida por Parauapebas, no Pará, com US$ 3,1 bilhões.
Em seguida aparecem Santos, cidade do litoral de São Paulo, com vendas equivalentes a US$ 2,8 bilhões; São José dos Campos (SP), com US$ 2,5 bilhões; Itabira (MG), com US$ 2,47 bilhões; Paranaguá (PR), com US$ 2,45 bilhões; São Bernardo do Campo (SP), com US$ 2,1 bilhões; Vitória (ES), com US$ 2,08 bilhões; e Macaé (RJ), com US$ 2,05 bilhões.
Valor Econômico
Nos 145 dias úteis até final de julho, os nove estados da região exportaram produtos no valor de US$ 8,8 bilhões. Foi um aumento de 43% sobre os US$ 6,1 bilhões registrados no mesmo período de 2009, de acordo com boletim divulgado na sexta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) com detalhes da balança comercial por regiões, por estados e pelos 2.147 municípios com vendas externas.
Na sequência, aparecem as vendas da Região Sudeste, com alta de 36% no mesmo período, de US$ 43,4 bilhões para US$ 59,3 bilhões. Depois, vêm as exportações da Região Norte, com alta de 19%, de US$ 5,71 bilhões para US$ 6,8 bilhões. Já as da Região Sul evoluíram 11%, para US$ 20,8 bilhões, e as da Região Centro-Oeste cresceram 7%, para US$ 9,4 bilhões.
Na balança comercial dos municípios, Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, manteve a primeira colocação com embarques de US$ 5 bilhões no ano. Dentre os dez mais bem colocados nas vendas internacionais, a cidade de São Paulo aparece em segundo lugar com US$ 3,6 bilhões, seguida por Parauapebas, no Pará, com US$ 3,1 bilhões.
Em seguida aparecem Santos, cidade do litoral de São Paulo, com vendas equivalentes a US$ 2,8 bilhões; São José dos Campos (SP), com US$ 2,5 bilhões; Itabira (MG), com US$ 2,47 bilhões; Paranaguá (PR), com US$ 2,45 bilhões; São Bernardo do Campo (SP), com US$ 2,1 bilhões; Vitória (ES), com US$ 2,08 bilhões; e Macaé (RJ), com US$ 2,05 bilhões.
Valor Econômico
Déficit comercial da indústria cresce na maioria dos setores
A indústria de transformação fechou os primeiros sete meses deste ano com déficit de US$ 19,03 bilhões, com significativa ampliação em relação ao saldo negativo de US$ 7,7 bilhões verificado no mesmo período de 2009. Mais de um terço da ampliação desse déficit - 37% - foi provocado pela indústria de materiais elétricos e de comunicação, mas a deterioração avançou em outros segmentos menos afetados no ano passado.
O setor de material de transporte ampliou o déficit de US$ 233 milhões para US$ 1,92 bilhão, enquanto o segmento de produtos de matérias plásticas viu seu saldo negativo de US$ 980 milhões saltar para US$ 1,8 bilhão. No setor têxtil, o déficit de US$ 526 milhões de janeiro a julho do ano passado foi ampliado para US$ 1,2 bilhão no mesmo período de 2010. Os números são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Para alguns setores, o avanço acendeu a luz amarela para o que pode ser o início da substituição de fornecimento nacional por importados.
José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), acredita que a substituição começa a acontecer em alguns produtos. De janeiro a junho deste ano, a exportação dos produtos transformados plásticos subiu 24,5% em valores, na comparação com o primeiro semestre de 2009. No mesmo período, as importações cresceram mais - 39,8%.
Coelho lembra que os embarques de transformados de plásticos foram puxados principalmente por produtos que servem como insumos para outras indústrias, como garrafões e garrafas, laminados autoadesivos, autopeças e embalagens para embutidos. "São itens em que a indústria nacional tem capacidade não só para abastecimento do mercado interno como também para exportação", diz.
Segundo Coelho, o câmbio e a elevação dos juros têm tirado a competitividade da indústria nacional. Com isso, algumas empresas partem para a compra de fornecedores externos, mesmo com o prazo maior de entrega. "Os preços dos importados estão entre 20% e 30% abaixo dos do mercado interno." Segundo ele, as fortes importações no período também podem ser explicadas pelo movimento de estocagem experimentado pelo setor. Segundo ele, durante o primeiro semestre a indústria aumentou seu nível de produção, mas a demanda abaixo da expectativa gerou formação de estoques. "A nossa preocupação em relação ao segundo semestre é se haverá demanda suficiente e se poderemos manter o nível de produção."
Entre os 20 setores nos quais o Mdic separa a balança da indústria, em nove o déficit piorou, enquanto um saiu de superávit para saldo negativo e seis viram o saldo positivo diminuir nestes primeiros meses de 2010, enquanto só quatro ampliaram o superávit. José Augusto de Castro, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), acredita que o aprofundamento do déficit da indústria indica o início da substituição de oferta interna em alguns segmentos. Ele ressalta o alargamento do déficit para bens de capital e para bens de consumo duráveis, principalmente carros.
Fábio Silveira, sócio da RC Consultores, diz que a substituição de oferta interna nunca é retilínea e uniforme. "O fato concreto é que os produtos industrializados estão perdendo competitividade e a ampliação do saldo negativo indica isso, embora a trajetória não seja irreversível." Segundo ele, "a perspectiva de manutenção do câmbio possibilita negociar mais facilmente o dólar numa entrega futura e a troca por um fornecedor externo é feita com mais tranquilidade".
No setor têxtil, a avaliação é de que ainda não ocorre substituição de produtos nacionais por importados, mas alguns déficits começam a chamar a atenção. Levantamento da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) mostra que nos primeiros sete meses do ano houve déficit comercial de denim em termos de volume. Um saldo negativo de 300 toneladas, resultado de uma importação de 6.607 toneladas e exportações de 6.307 toneladas.
O déficit aconteceu porque as importações subiram em ritmo muito mais forte que as exportações do produto. De janeiro a julho deste ano as vendas ao exterior de denim aumentaram 20,6% em volume em relação a igual período de 2009, enquanto os desembarques do tecido subiram 51,2%. Em valor, a balança do denim ainda continua superavitária porque o preço médio de exportação, de US$ 5,60 o quilo, é maior que o de importação, de US$ 4,02 o quilo.
O quadro, segundo o coordenador da área internacional da Abit, Domingos Mosca, mostra uma tendência preocupante em um produto no qual a indústria local tem tradição e capacidade de produção para atender o mercado doméstico. Para ele, essa importação ainda complementa a produção nacional.
"Mas a China, que é a grande fornecedora desse denin, costuma manter padrão de importação ascendente. A substituição de fornecimento pode acontecer caso o mercado interno recue", diz ele. Segundo Mosca, o déficit do setor pode chegar a US$ 3,5 bilhões até o fim do ano.
Valor Econômico
O setor de material de transporte ampliou o déficit de US$ 233 milhões para US$ 1,92 bilhão, enquanto o segmento de produtos de matérias plásticas viu seu saldo negativo de US$ 980 milhões saltar para US$ 1,8 bilhão. No setor têxtil, o déficit de US$ 526 milhões de janeiro a julho do ano passado foi ampliado para US$ 1,2 bilhão no mesmo período de 2010. Os números são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Para alguns setores, o avanço acendeu a luz amarela para o que pode ser o início da substituição de fornecimento nacional por importados.
José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), acredita que a substituição começa a acontecer em alguns produtos. De janeiro a junho deste ano, a exportação dos produtos transformados plásticos subiu 24,5% em valores, na comparação com o primeiro semestre de 2009. No mesmo período, as importações cresceram mais - 39,8%.
Coelho lembra que os embarques de transformados de plásticos foram puxados principalmente por produtos que servem como insumos para outras indústrias, como garrafões e garrafas, laminados autoadesivos, autopeças e embalagens para embutidos. "São itens em que a indústria nacional tem capacidade não só para abastecimento do mercado interno como também para exportação", diz.
Segundo Coelho, o câmbio e a elevação dos juros têm tirado a competitividade da indústria nacional. Com isso, algumas empresas partem para a compra de fornecedores externos, mesmo com o prazo maior de entrega. "Os preços dos importados estão entre 20% e 30% abaixo dos do mercado interno." Segundo ele, as fortes importações no período também podem ser explicadas pelo movimento de estocagem experimentado pelo setor. Segundo ele, durante o primeiro semestre a indústria aumentou seu nível de produção, mas a demanda abaixo da expectativa gerou formação de estoques. "A nossa preocupação em relação ao segundo semestre é se haverá demanda suficiente e se poderemos manter o nível de produção."
Entre os 20 setores nos quais o Mdic separa a balança da indústria, em nove o déficit piorou, enquanto um saiu de superávit para saldo negativo e seis viram o saldo positivo diminuir nestes primeiros meses de 2010, enquanto só quatro ampliaram o superávit. José Augusto de Castro, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), acredita que o aprofundamento do déficit da indústria indica o início da substituição de oferta interna em alguns segmentos. Ele ressalta o alargamento do déficit para bens de capital e para bens de consumo duráveis, principalmente carros.
Fábio Silveira, sócio da RC Consultores, diz que a substituição de oferta interna nunca é retilínea e uniforme. "O fato concreto é que os produtos industrializados estão perdendo competitividade e a ampliação do saldo negativo indica isso, embora a trajetória não seja irreversível." Segundo ele, "a perspectiva de manutenção do câmbio possibilita negociar mais facilmente o dólar numa entrega futura e a troca por um fornecedor externo é feita com mais tranquilidade".
No setor têxtil, a avaliação é de que ainda não ocorre substituição de produtos nacionais por importados, mas alguns déficits começam a chamar a atenção. Levantamento da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) mostra que nos primeiros sete meses do ano houve déficit comercial de denim em termos de volume. Um saldo negativo de 300 toneladas, resultado de uma importação de 6.607 toneladas e exportações de 6.307 toneladas.
O déficit aconteceu porque as importações subiram em ritmo muito mais forte que as exportações do produto. De janeiro a julho deste ano as vendas ao exterior de denim aumentaram 20,6% em volume em relação a igual período de 2009, enquanto os desembarques do tecido subiram 51,2%. Em valor, a balança do denim ainda continua superavitária porque o preço médio de exportação, de US$ 5,60 o quilo, é maior que o de importação, de US$ 4,02 o quilo.
O quadro, segundo o coordenador da área internacional da Abit, Domingos Mosca, mostra uma tendência preocupante em um produto no qual a indústria local tem tradição e capacidade de produção para atender o mercado doméstico. Para ele, essa importação ainda complementa a produção nacional.
"Mas a China, que é a grande fornecedora desse denin, costuma manter padrão de importação ascendente. A substituição de fornecimento pode acontecer caso o mercado interno recue", diz ele. Segundo Mosca, o déficit do setor pode chegar a US$ 3,5 bilhões até o fim do ano.
Valor Econômico
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Receita e lucro da Tupy sobem no primeiro semestre
A Tupy, com matriz em Joinville, apurou receita líquida de R$ 874,9 milhões no primeiro semestre. ,O valor é 60% superior ao de igual período do ano anterior (R$ 546,1 milhões). O lucro, antes do resultado financeiro soma R$ 112,4 milhões, 187% maior no mesmo comparativo (R$ 39,2 milhões), correspondendo a 13% sobre a receita líquida.
Os resultados poderiam ter sido ainda melhores, não fosse a valorização do real neste primeiro semestre, frente ao mesmo semestre de 2009 (taxa média de R$ / US$ 1,80 contra R$ /US$ de 2,19), impactando as vendas externas, responsáveis por 42,5% da receita líquida do período.
A recuperação dos volumes físicos de vendas e a melhor diluição de custos e despesas face ao crescimento da produção foram os principais fatores que contribuíram para o aumento da lucratividade.
A empresa fechou o semestre com um lucro líquido de R$ 64 milhões, contra R$ 44,5 milhões no mesmo período do ano anterior. No ano passado, nesse mesmo período, o resultado foi beneficiado pelo registro de R$ 19,9 milhões de ganho de capital pela venda de ativos florestais da controlada Tupy Agroenergética Ltda. Desconsiderando-se este fato, o lucro líquido do primeiro semestre de 2010 apresentou crescimento de 161% sobre igual período do ano anterior.
Conforme previsto no orçamento para o ano, a Tupy deverá investir R$ 172 milhões neste , sendo R$ 87 milhões na ampliação de serviços de usinagem e no aumento da capacidade produtiva. Uma nova linha já está em fase final de instalação no parque fabril de Joinville, destinada à fabricação de peças automotivas de maior complexidade, como carcaças de turbo, munhões e coletores de escape, com foco para o mercado interno.
O número de funcionários aumentou em 813 pessoas entre janeiro e junho. Em 30 de junho havia 7.715 funcionários em atividade nas duas unidades: de Joinville e de Mauá (SP).
A Notícia Coluna Cláudio Loetz
Os resultados poderiam ter sido ainda melhores, não fosse a valorização do real neste primeiro semestre, frente ao mesmo semestre de 2009 (taxa média de R$ / US$ 1,80 contra R$ /US$ de 2,19), impactando as vendas externas, responsáveis por 42,5% da receita líquida do período.
A recuperação dos volumes físicos de vendas e a melhor diluição de custos e despesas face ao crescimento da produção foram os principais fatores que contribuíram para o aumento da lucratividade.
A empresa fechou o semestre com um lucro líquido de R$ 64 milhões, contra R$ 44,5 milhões no mesmo período do ano anterior. No ano passado, nesse mesmo período, o resultado foi beneficiado pelo registro de R$ 19,9 milhões de ganho de capital pela venda de ativos florestais da controlada Tupy Agroenergética Ltda. Desconsiderando-se este fato, o lucro líquido do primeiro semestre de 2010 apresentou crescimento de 161% sobre igual período do ano anterior.
Conforme previsto no orçamento para o ano, a Tupy deverá investir R$ 172 milhões neste , sendo R$ 87 milhões na ampliação de serviços de usinagem e no aumento da capacidade produtiva. Uma nova linha já está em fase final de instalação no parque fabril de Joinville, destinada à fabricação de peças automotivas de maior complexidade, como carcaças de turbo, munhões e coletores de escape, com foco para o mercado interno.
O número de funcionários aumentou em 813 pessoas entre janeiro e junho. Em 30 de junho havia 7.715 funcionários em atividade nas duas unidades: de Joinville e de Mauá (SP).
A Notícia Coluna Cláudio Loetz
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