Os resultados de janeiro da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) confirmaram o bom momento do mercado de trabalho brasileiro. Apesar do natural aumento da taxa de desocupação, que passou de 6,8% em dezembro para 7,2% no mês passado, a fotografia de janeiro mostrou a menor elevação do desemprego da série histórica para o período entre dezembro e janeiro, além de ter registrado aumento de 1,1% do rendimento para a população ocupada.
"O mês de janeiro foi cheio de recordes. Se a crise não acabou, estamos passando por ela de forma bastante interessante", frisou Cimar Azeredo, gerente da PME. "Os resultados mostram que o cenário econômico está mais favorável e o mercado de trabalho está com mais vigor", disse.
A taxa de desocupação de janeiro foi a melhor para o mês desde o início da série histórica, atrás apenas dos 6,8% de dezembro de 2008 e dezembro de 2009. O volume de ocupados, de 21,605 milhões, também foi o maior para um mês de janeiro, assim como o volume de desocupados, de 1,687 milhão, foi o menor para um primeiro mês do ano.
Janeiro também apontou a queda da informalidade, já que o volume de empregos com carteira assinada no setor privado subiu em 71 mil, embora a alta de 0,7% seja considerada estatisticamente como estabilidade. Azeredo explicou que o movimento é natural no primeiro mês do ano, já que a dispensa após o aquecimento das vendas em dezembro costuma atingir principalmente os contratados sem carteira. Nesse segmento houve queda de 5,1% no volume de ocupados em relação a dezembro, o equivalente à perda de 142 mil postos de trabalho.
A dispensa natural de empregados em janeiro também beneficiou o rendimento médio da população ocupada, que subiu 1,1% na comparação com dezembro, para R$ 1.373,50. "A tendência é de dispensa dos recentemente contratados, que ganham menos", explicou Azeredo.
Na comparação com janeiro do ano passado, o rendimento caiu 0,4% e o técnico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) creditou o recuo ao comportamento ruim do mercado de trabalho no ano passado, quando houve uma maior dispensa de pessoal, o que acabou elevando mais o rendimento médio.
A notícia ruim ficou por conta do setor industrial, no qual houve dispensa de 79 mil trabalhadores entre dezembro e janeiro, uma queda de 2,2% - considerada estabilidade pelo IBGE. O movimento foi considerado natural, já que apenas o setor de serviços prestados às empresas apresentou alta, de 2,1% - também estabilidade -, ou 67 mil postos de trabalho a mais. A piora na indústria ficou mais explícita na comparação com janeiro do ano passado. Nessa relação a indústria fechou 59 mil postos de trabalho, uma queda de 1,6%, puxada pelo tombo de 5,6% em São Paulo, que representa 40% do mercado de trabalho do setor no país, com o fechamento de 104 mil postos em relação a janeiro do ano passado.
"A indústria ainda mostra algumas mazelas no mercado de trabalho. Continua menor que no ano passado e, embora seja estatisticamente estável, mostra trajetória de queda", ponderou Cimar Azeredo.
Fonte: Valor Econômico Rafael Rosas, do Rio
26/02/2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Confiança da indústria é a maior desde 2007, diz FGV
Os empresários da indústria brasileira ficaram mais confiantes em fevereiro, informou a Fundação Getúlio Vargas nesta sexta-feira (26).
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 1,9%, ao passar de 113,6 para 115,8 pontos, o maior nível desde dezembro de 2007.
“Apesar dos sinais de acomodação da produção na virada do ano, o elevado grau de otimismo do empresariado fica evidenciado nas previsões favoráveis para novas contratações e nas perspectivas para os negócios no horizonte de seis meses", informou a FGV em comunicado.
De acordo com o indicador, houve melhora tanto na percepção dos empresários sobre a situação presente quanto em relação aos próximos meses.
Em fevereiro , o Índice da Situação Atual (ISA) avançou 0,7%, ao passar de 112,6 para 113,4 pontos; e o Índice de Expectativas (IE) elevou‐se em 3,3%, de 114,5 para 118,3 pontos, o maior da série histórica da FGV.
Fonte: site Globo.com
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 1,9%, ao passar de 113,6 para 115,8 pontos, o maior nível desde dezembro de 2007.
“Apesar dos sinais de acomodação da produção na virada do ano, o elevado grau de otimismo do empresariado fica evidenciado nas previsões favoráveis para novas contratações e nas perspectivas para os negócios no horizonte de seis meses", informou a FGV em comunicado.
De acordo com o indicador, houve melhora tanto na percepção dos empresários sobre a situação presente quanto em relação aos próximos meses.
Em fevereiro , o Índice da Situação Atual (ISA) avançou 0,7%, ao passar de 112,6 para 113,4 pontos; e o Índice de Expectativas (IE) elevou‐se em 3,3%, de 114,5 para 118,3 pontos, o maior da série histórica da FGV.
Fonte: site Globo.com
Ser joinvilense é..., por Mário Brehm*
Sobre o caderno especial publicado no dia do aniversário do jornal “A Notícia” (24/2), podemos acrescentar que ser joinvilense é...
... ter frequentado o antigo Bar Sopp; a Confeitaria Dietrich; a Sorveteria Polar; assistido a filmes nos cines Colon e Palácio; comido pastéis no Japonês, em frente ao Colégio Bom Jesus; escalado o morro atrás do Colégio dos Santos Anjos; andado de skate na rampa enorme que tinha na Expoville; jogado bola na rua das Palmeiras com duas das árvores servindo como traves; pescado no rio Cachoeira; ido na boate da Edite ou na boate do Tênis e Savége; comido em frente dela o famoso x-estrogonofe com batata palha; sem falar na galera que ia de vez em quando no Catarinense, Floresta, Ginástico, Alvorada, Rio da Prata, Salão Jacob.
... endeusar o Ernestão e o Olímpico, com os nossos saudosos Caxias e América; ou, ainda, o Abel Schulz, com os nossos gigantes do basquetebol ou futsal; admirar a nossa baía da Babitonga e seus lindos passeios com o barco Príncipe de Joinville ou nossa imponente serra do Mar com suas lindas cachoeiras; admirar nossas flores de jacatirão ou os maravilhosos ipês-amarelos; conviver com esse povo trabalhador, otimista, lutando cada qual por seu sonho, sorrindo na chegada e chorando na partida.
... manter costumes, tradições e cultura como Festival de Dança e Festa das Tradições; orgulhar-se dos diversos museus (Sambaqui, Bicicleta, Artes, Fritz Alt, Fundição, Bombeiros); da Casa da Cultura; do Mercado Público Municipal; da Catedral do Bispado; da Estação da Memória; da Sociedade Harmonia-Lyra; do Colégio Bom Jesus/Ielusc; do glorioso 62º Batalhão de Infantaria; das tradicionais festas das Flores e da Solidariedade; do polo industial que somos; da limpeza das ruas e da cerveja Antarctica feita com água daqui, que era vista como a melhor do Brasil.
... ouvir todos os dias gaúchos, paranaenses, paulistas, mineiros e nordestinos dizerem que Joinville é linda.
*VOLUNTÁRIO DA SOCIEDADE CORPO DE BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE JOINVILLE
Jornal A Notícia - 26 de fevereiro de 2010. | N° 687
ARTIGO
... ter frequentado o antigo Bar Sopp; a Confeitaria Dietrich; a Sorveteria Polar; assistido a filmes nos cines Colon e Palácio; comido pastéis no Japonês, em frente ao Colégio Bom Jesus; escalado o morro atrás do Colégio dos Santos Anjos; andado de skate na rampa enorme que tinha na Expoville; jogado bola na rua das Palmeiras com duas das árvores servindo como traves; pescado no rio Cachoeira; ido na boate da Edite ou na boate do Tênis e Savége; comido em frente dela o famoso x-estrogonofe com batata palha; sem falar na galera que ia de vez em quando no Catarinense, Floresta, Ginástico, Alvorada, Rio da Prata, Salão Jacob.
... endeusar o Ernestão e o Olímpico, com os nossos saudosos Caxias e América; ou, ainda, o Abel Schulz, com os nossos gigantes do basquetebol ou futsal; admirar a nossa baía da Babitonga e seus lindos passeios com o barco Príncipe de Joinville ou nossa imponente serra do Mar com suas lindas cachoeiras; admirar nossas flores de jacatirão ou os maravilhosos ipês-amarelos; conviver com esse povo trabalhador, otimista, lutando cada qual por seu sonho, sorrindo na chegada e chorando na partida.
... manter costumes, tradições e cultura como Festival de Dança e Festa das Tradições; orgulhar-se dos diversos museus (Sambaqui, Bicicleta, Artes, Fritz Alt, Fundição, Bombeiros); da Casa da Cultura; do Mercado Público Municipal; da Catedral do Bispado; da Estação da Memória; da Sociedade Harmonia-Lyra; do Colégio Bom Jesus/Ielusc; do glorioso 62º Batalhão de Infantaria; das tradicionais festas das Flores e da Solidariedade; do polo industial que somos; da limpeza das ruas e da cerveja Antarctica feita com água daqui, que era vista como a melhor do Brasil.
... ouvir todos os dias gaúchos, paranaenses, paulistas, mineiros e nordestinos dizerem que Joinville é linda.
*VOLUNTÁRIO DA SOCIEDADE CORPO DE BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE JOINVILLE
Jornal A Notícia - 26 de fevereiro de 2010. | N° 687
ARTIGO
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Metalúrgicas em recuperação
Depois de um 2009 crítico, as empresas de Joinville estão retomando o crescimento e as contratações
A crise do ano passado, que afetou principalmente as exportações, encolheu o faturamento das metarlúrgicas de Joinville em até 60%, segundo levantamento do Sindicato das Empresas Metalúrgicas e de Material Elétrico de Joinville (Sindimet).
O ano passado terminou com queda no faturamento para 80% das empresas pesquisadas. Entre as empresas de grande porte, as reduções ficaram entre 22% e 34%. Entre as pequenas e médias, as variações negativas oscilaram muito, de um dígito a 60%. A exportação teve um peso significativo nos resultados, com quedas que vão de 32% a 52%. Em relação aos investimentos planejados para 2009, 70% das metalúrgicas cortaram parte do valor previsto.
Das empresas pesquisadas, 80% começaram a recuperar os empregos cortados com a crise já no segundo semestre de 2009. De julho a dezembro de 2009, foram criadas 359 vagas, que representam um crescimento de 5% no volume de empregos do final do primeiro semestre.
No primeiro mês de 2010, o ritmo das contratações aumentou: foram abertas 254 vagas. Com isso, a situação do emprego em fevereiro, se comparada ao primeiro semestre de 2009, fechou com um crescimento de 7,1%.
Apesar de uma expectativa positiva para o ano, 30% das empresas entrevistadas destacaram que não devem alcançar o mesmo faturamento obtido em 2008.
A realização de eleições nas esferas federal e estadual em 2010 não deve afetar o desempenho das metalúrgicas de Joinville. As expectativas com eventuais mudanças na economia ficam para 2011, com o início de um novo governo. No entanto, o aquecimento do mercado interno com as obras de infraestrutura para a Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016, já anima metade das empresas.
A Notícia 25 de fevereiro
Coluna Cláudio Loetz
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