Uma metodologia desenvolvida pelo SENAI em conjunto com a unidade de Relações do Trabalho da FIESC e executada pelo Sistema FIESC, por meio do SENAI, está ajudando médias e grandes empresas a definir o número de aprendizes que precisa ter para atender à legislação.
Embora inexista uma validação definitiva desta metodologia por parte dos órgãos fiscalizadores, a mesma pode ser utilizada quando reconhecida em conjunto com a Procuradoria do Trabalho, mediante a celebração de Termo de Ajustamento de Conduta específico.
O total de funções que exigem formação profissional é usado para calcular quantos aprendizes a empresa precisa ter para atender à lei nº 10.097/2000, que estipula cota de mínima de 5 % de acordo com o número de funções que demandem formação profissional. Desde o início do programa, mais de 30 grandes e médias empresas já foram atendidas.
O processo é realizado junto às empresas interessadas, que podem aderir à metodologia pelo Portal do Sistema FIESC (http://www.fiescnet.com.br/, banner "Aprendizagem Cidadã"). As indústrias disponibilizam os dados das ocupações que possuem e o SENAI então lista quais são as funções e as avalia segundo quatro critérios (escolaridade, experiência, formação e autonomia da função). Entram no cálculo das cotas as funções que atendam a pelo menos três desses itens.
Também são consideradas as premissas das legislações vigentes e a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), como base para definição das funções que demandam formação profissional. Os dados são analisados e os resultados enviados para a empresa.
Fiesc
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Triplica importação de alta e média tecnologia
A indústria brasileira perde espaço em ritmo acelerado para produtos importados nos setores mais dinâmicos da economia nacional. Nos últimos seis anos, quase triplicou a importação de produtos do chamado grupo de média- alta tecnologia, que inclui de veículos automotores e outros equipamentos de transporte a eletroeletrônicos, máquinas e equipamentos.
Um levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), entregue há cerca de duas semanas ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, mostra que o consumo desses itens deu um salto de 76% entre 2004 e 2010, mas a produção local cresceu só 40%. E a diferença foi suprida por importações, cujo crescimento atingiu 177% nos seis anos.
A situação é agravada pelo desempenho no grupo de produtos de alta tecnologia, que em boa parte já é dominado pelos importados. No entanto, o diagnóstico acaba sendo dificultado pelos produtos de menor intensidade tecnológica, cujo quadro ainda favorável puxa para baixo a média da participação de importados no consumo global de industrializados.
"Todo mundo fala que a indústria está indo bem, mas precisa ver de qual indústria está se falando", diz o presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto.
O real valorizado encarece as exportações ao mesmo tempo em que torna as importações mais baratas. Com os custos da produção pressionados para cima pela carga tributária, logística, energia e mão de obra, entre outros fatores que compõem o chamado custo Brasil, as empresas alegam não ter como competir com os importados. Para manter parte do mercado, os fabricantes locais importam componentes e até produtos totalmente fabricados no exterior.
Para especialistas, é prematuro dizer que o País passa por um processo de desindustrialização generalizado. Nos setores considerados de baixa tecnologia, que incluem os segmentos mais intensivos em mão de obra, como alimentos e bebidas, calçados, têxtil e vestuário, na média, a participação de importados no consumo passou de 3% em 2004, para 5,8% no ano passado. É pouco se comparado com a evolução no grupo de média -alta tecnologia, em que os estrangeiros dobraram a sua fatia, de 14,9% para 30,6% do total.
A situação não é tão tranquila para o grupo de média -baixa intensidade tecnológica, entre os quais estão produtos de metal, metalurgia básica, borracha e plástico. Em seis anos, a parcela dos importados no consumo cresceu de 7,1% para 16,9%.
Problemas
Mas nada se compara aos produtos de alta tecnologia, como químicos, material eletrônico e equipamentos médico-hospitalar e de comunicação, em que a produção não acompanha nem de longe o crescimento do consumo.
A fatia dos estrangeiros chegou a 36,9%, ante 24,6% em 2004. A importação de equipamento médico-hospitalar cresceu 268% e hoje responde por 65,5% do consumo brasileiro.
"Os setores de média-alta e alta tecnologia estão sendo desindustrializados", afirma o diretor do Departamento de Competitividade, Economia e Estatística da Abimaq, Mário Bernardini, responsável pelo estudo.
Para ele, a situação é dramática porque a perda de competitividade faz com que as empresas deixem de ganhar dinheiro, pois têm de baixar seus preços para competir com os importados. O que à primeira vista parece favorecer o consumidor. "A questão é que, baixando o lucro, a empresa não tem dinheiro para investir e vai ter de importar ou fechar as portas", frisa Bernardini.
Um exemplo é o da indústria de material eletrônico, em que a importação dobrou em seis anos e já responde por 56% do consumo brasileiro. A taxa média de investimento em seis anos foi de apenas 3,8% da receita líquida, quando deveria ser acima de 5%.
"Com uma rentabilidade baixíssima e sentindo que o preço de venda tem chance de cair ainda mais, quem vai querer se arriscar a investir? É preciso ter retorno para haver investimento", diz o presidente da Câmara Setorial de Ferramentaria e Modelação da Abimaq, Alexandre Mix.
Fonte: Estadão
Um levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), entregue há cerca de duas semanas ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, mostra que o consumo desses itens deu um salto de 76% entre 2004 e 2010, mas a produção local cresceu só 40%. E a diferença foi suprida por importações, cujo crescimento atingiu 177% nos seis anos.
A situação é agravada pelo desempenho no grupo de produtos de alta tecnologia, que em boa parte já é dominado pelos importados. No entanto, o diagnóstico acaba sendo dificultado pelos produtos de menor intensidade tecnológica, cujo quadro ainda favorável puxa para baixo a média da participação de importados no consumo global de industrializados.
"Todo mundo fala que a indústria está indo bem, mas precisa ver de qual indústria está se falando", diz o presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto.
O real valorizado encarece as exportações ao mesmo tempo em que torna as importações mais baratas. Com os custos da produção pressionados para cima pela carga tributária, logística, energia e mão de obra, entre outros fatores que compõem o chamado custo Brasil, as empresas alegam não ter como competir com os importados. Para manter parte do mercado, os fabricantes locais importam componentes e até produtos totalmente fabricados no exterior.
Para especialistas, é prematuro dizer que o País passa por um processo de desindustrialização generalizado. Nos setores considerados de baixa tecnologia, que incluem os segmentos mais intensivos em mão de obra, como alimentos e bebidas, calçados, têxtil e vestuário, na média, a participação de importados no consumo passou de 3% em 2004, para 5,8% no ano passado. É pouco se comparado com a evolução no grupo de média -alta tecnologia, em que os estrangeiros dobraram a sua fatia, de 14,9% para 30,6% do total.
A situação não é tão tranquila para o grupo de média -baixa intensidade tecnológica, entre os quais estão produtos de metal, metalurgia básica, borracha e plástico. Em seis anos, a parcela dos importados no consumo cresceu de 7,1% para 16,9%.
Problemas
Mas nada se compara aos produtos de alta tecnologia, como químicos, material eletrônico e equipamentos médico-hospitalar e de comunicação, em que a produção não acompanha nem de longe o crescimento do consumo.
A fatia dos estrangeiros chegou a 36,9%, ante 24,6% em 2004. A importação de equipamento médico-hospitalar cresceu 268% e hoje responde por 65,5% do consumo brasileiro.
"Os setores de média-alta e alta tecnologia estão sendo desindustrializados", afirma o diretor do Departamento de Competitividade, Economia e Estatística da Abimaq, Mário Bernardini, responsável pelo estudo.
Para ele, a situação é dramática porque a perda de competitividade faz com que as empresas deixem de ganhar dinheiro, pois têm de baixar seus preços para competir com os importados. O que à primeira vista parece favorecer o consumidor. "A questão é que, baixando o lucro, a empresa não tem dinheiro para investir e vai ter de importar ou fechar as portas", frisa Bernardini.
Um exemplo é o da indústria de material eletrônico, em que a importação dobrou em seis anos e já responde por 56% do consumo brasileiro. A taxa média de investimento em seis anos foi de apenas 3,8% da receita líquida, quando deveria ser acima de 5%.
"Com uma rentabilidade baixíssima e sentindo que o preço de venda tem chance de cair ainda mais, quem vai querer se arriscar a investir? É preciso ter retorno para haver investimento", diz o presidente da Câmara Setorial de Ferramentaria e Modelação da Abimaq, Alexandre Mix.
Fonte: Estadão
IBGE: produção industrial fecha 2010 com a maior alta desde 1986
Setor cresceu 10,5% em relação ao ano anterior, conforme o Instituto
A produção industrial brasileira cresceu 10,5% em 2010, em relação ao ano anterior. A expansão é a maior desde 1986. Em 2009, a indústria havia recuado 7,4%. O dado foi divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre as categorias industriais, o maior crescimento foi registrado entre os bens de capital, com alta de 20,8%. Os bens intermediários tiveram um aumento na produção de 11,4%. Entre os bens de consumo, os duráveis tiveram alta de 10,3% e os semi e não duráveis, de 5,2%.
Apesar do crescimento acumulado em 2010, a indústria teve queda de 0,7% na produção no mês de dezembro.
AGÊNCIA BRASIL
A produção industrial brasileira cresceu 10,5% em 2010, em relação ao ano anterior. A expansão é a maior desde 1986. Em 2009, a indústria havia recuado 7,4%. O dado foi divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre as categorias industriais, o maior crescimento foi registrado entre os bens de capital, com alta de 20,8%. Os bens intermediários tiveram um aumento na produção de 11,4%. Entre os bens de consumo, os duráveis tiveram alta de 10,3% e os semi e não duráveis, de 5,2%.
Apesar do crescimento acumulado em 2010, a indústria teve queda de 0,7% na produção no mês de dezembro.
AGÊNCIA BRASIL
Empregadores e trabalhadores de SC acordam reajuste de 7% no mínimo
Representantes dos trabalhadores e dos empregadores de Santa Catarina entregaram ao governador Raimundo Colombo nesta segunda-feira proposta consensual para o aumento dos valores das faixas do mínimo regional, estabelecido pela Lei 459-2009.
O acordo entre as entidades laborais e de empregadores prevê reajuste de 7%, superando a inflação do ano passado, que ficou em 6,48%, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O governador se comprometeu a encaminhar a proposta de reajuste à Assembleia nos termos acordados entre as partes e elogiou a capacidade de diálogo dos trabalhadores e dos empresários. "Esta é uma foto emblemática, pela capacidade de pensar no estado", afirmou, ressaltando que o gesto é importante também para a atração de investimentos para Santa Catarina.
As negociações envolveram as federações de trabalhadores e o Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (Cofem) e foram concluídas na manhã desta segunda-feira em reunião na sede da Federação das Indústrias (Fiesc).
"O acordo é um marco nas relações de trabalho em Santa Catarina e representa o esforço de empresários e trabalhadores na busca da harmonia no ambiente de trabalho", disse o presidente da Fiesc, Alcantaro Corrêa. "São os empregadores e os trabalhadores, ou seja, as partes interessadas, que devem negociar os valores. O acordo é um momento importante de nossa relação que é aberta e transparente", disse o presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas de Santa Catarina, Ari Oliveira Alano.
Com o arredondamento, as faixas do mínimo ficam nos seguintes valores:
Primeiro
Valor atual: R$ 587
Reajuste proposto: R$ 630
Segundo
Valor atual: R$ 616
Reajuste proposto: R$ 660
Terceiro
Valor atual: R$ 647
Reajuste proposto: R$ 695
Quarto
Valor atual: R$ 679
Reajuste proposto: R$ 730
Portal Economia SC
O acordo entre as entidades laborais e de empregadores prevê reajuste de 7%, superando a inflação do ano passado, que ficou em 6,48%, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O governador se comprometeu a encaminhar a proposta de reajuste à Assembleia nos termos acordados entre as partes e elogiou a capacidade de diálogo dos trabalhadores e dos empresários. "Esta é uma foto emblemática, pela capacidade de pensar no estado", afirmou, ressaltando que o gesto é importante também para a atração de investimentos para Santa Catarina.
As negociações envolveram as federações de trabalhadores e o Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (Cofem) e foram concluídas na manhã desta segunda-feira em reunião na sede da Federação das Indústrias (Fiesc).
"O acordo é um marco nas relações de trabalho em Santa Catarina e representa o esforço de empresários e trabalhadores na busca da harmonia no ambiente de trabalho", disse o presidente da Fiesc, Alcantaro Corrêa. "São os empregadores e os trabalhadores, ou seja, as partes interessadas, que devem negociar os valores. O acordo é um momento importante de nossa relação que é aberta e transparente", disse o presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas de Santa Catarina, Ari Oliveira Alano.
Com o arredondamento, as faixas do mínimo ficam nos seguintes valores:
Primeiro
Valor atual: R$ 587
Reajuste proposto: R$ 630
Segundo
Valor atual: R$ 616
Reajuste proposto: R$ 660
Terceiro
Valor atual: R$ 647
Reajuste proposto: R$ 695
Quarto
Valor atual: R$ 679
Reajuste proposto: R$ 730
Portal Economia SC
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Pesquisas apontam tendências distintas para a indústria
Duas pesquisas sobre o comportamento da indústria em janeiro deixaram dúvidas sobre o rumo do setor neste começo de 2010. Na Sondagem da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o índice que mede a satisfação com o ambiente atual dos negócios caiu 5,4%, para 120 pontos, o ponto mais baixo desde novembro de 2009, com piora da demanda interna e da externa, ao passo que o nível de utilização de capacidade instalada recuou de 84,9% em dezembro para 84,7% em janeiro, feito o ajuste sazonal.
Já o Índice Gerente de Compras do HSBC (PMI, na sigla em inglês) subiu de 52,4 em dezembro para 53,1 pontos em janeiro, o nível mais alto em nove meses, puxado pelos indicadores de produção e novas encomendas. Quando o índice fica acima de 50, a interpretação é de alta na atividade da indústria; quando fica abaixo, a leitura é de queda. Um quadro mais benigno aparece também em alguns dos quesitos da própria sondagem da FGV, que apontou uma melhora das expectativas para a situação futura dos negócios e o emprego.
Para o coordenador de sondagens da FGV, Aloísio Campelo, o começo do ciclo de alta dos juros e a importação em alta ajudam a explicar a piora do ambiente atual dos negócios. A proporção de empresas que classificam como boa a situação dos negócios recuou de 31,6% em dezembro para 26,1% em janeiro, ao passo que a parcela das que a avaliam como fraca subiu de 4,7% para 6,1%.
Esse resultado teve papel importante para a queda de 3,5% do Índice de Situação Atual (ISA). "De 14 gêneros industriais, houve queda do ISA em nove", diz Campelo, citando os segmentos de minerais não metálicos (que inclui materiais de construção), material de transporte (como a indústria automobilística), celulose e papel, química, matérias plásticas, têxtil, vestuário, produtos alimentares e os chamados outros produtos.
Houve uma piora considerável na demanda interna. A fatia dos que relataram um nível de demanda doméstica forte ficou em 21,7% em janeiro, bem abaixo dos 30,1% de dezembro.
O nível de utilização de capacidade instalada também não corroborou a recuperação esboçada na sondagem de dezembro. Para Campelo, a queda de 84,9% em dezembro para 84,7% reflete a moderação da atividade na indústria e também alguma maturação de investimentos feitos ao longo dos trimestres anteriores. Segundo ele, os números da sondagem de janeiro sugerem uma perda de fôlego da "reaceleração" iniciada no mês anterior, fruto da maior incerteza, num cenário de aumento de juros.
Campelo observa que houve alta das expectativas dos industriais em relação ao ambiente de negócios no primeiro semestre. Das 1.192 empresas consultadas, 52,8% esperam melhora no período, mais que os 46,8% de dezembro. Ao mesmo tempo, 32,4% das empresas informaram que pretendem contratar nos próximos três meses, acima dos 31% do mês anterior. O percentual das que planejam demitir caiu de 5% para 4,5%. Com isso, o Índice de Expectativas subiu 0,7% no mês, insuficiente, porém, para evitar uma queda de 1,5% do Índice de Confiança da indústria, puxado para baixo pelo indicador de Situação Atual.
Outro termômetro da atividade industrial, baseado em pesquisa com mais de 400 executivos, o PMI do HSBC mostrou um quadro mais benigno. Em relatório, o economista-chefe do banco, André Loes, diz que, segundo o PMI, a atividade industrial "se acelerou pelo segundo mês consecutivo em janeiro, após ter andado de lado" na maior parte do segundo semestre de 2010. "As empresas afirmaram detectar uma melhora nas condições econômicas, e como o índice de estoques de bens finais não mostra acumulo indesejado, fica claro que o aumento da produção ocorre num momento de crescimento da demanda." O PMI mostrou ainda que os preços mais elevados de matérias-primas foram o principal impulso para a elevação do custo de insumos. As empresas mencionaram especialmente algodão, poliéster, aço inoxidável, vidro, gases e produtos alimentícios. A taxa de inflação, contudo, moderou-se um pouco em relação a dezembro.
Fonte: Valor Econômico
Já o Índice Gerente de Compras do HSBC (PMI, na sigla em inglês) subiu de 52,4 em dezembro para 53,1 pontos em janeiro, o nível mais alto em nove meses, puxado pelos indicadores de produção e novas encomendas. Quando o índice fica acima de 50, a interpretação é de alta na atividade da indústria; quando fica abaixo, a leitura é de queda. Um quadro mais benigno aparece também em alguns dos quesitos da própria sondagem da FGV, que apontou uma melhora das expectativas para a situação futura dos negócios e o emprego.
Para o coordenador de sondagens da FGV, Aloísio Campelo, o começo do ciclo de alta dos juros e a importação em alta ajudam a explicar a piora do ambiente atual dos negócios. A proporção de empresas que classificam como boa a situação dos negócios recuou de 31,6% em dezembro para 26,1% em janeiro, ao passo que a parcela das que a avaliam como fraca subiu de 4,7% para 6,1%.
Esse resultado teve papel importante para a queda de 3,5% do Índice de Situação Atual (ISA). "De 14 gêneros industriais, houve queda do ISA em nove", diz Campelo, citando os segmentos de minerais não metálicos (que inclui materiais de construção), material de transporte (como a indústria automobilística), celulose e papel, química, matérias plásticas, têxtil, vestuário, produtos alimentares e os chamados outros produtos.
Houve uma piora considerável na demanda interna. A fatia dos que relataram um nível de demanda doméstica forte ficou em 21,7% em janeiro, bem abaixo dos 30,1% de dezembro.
O nível de utilização de capacidade instalada também não corroborou a recuperação esboçada na sondagem de dezembro. Para Campelo, a queda de 84,9% em dezembro para 84,7% reflete a moderação da atividade na indústria e também alguma maturação de investimentos feitos ao longo dos trimestres anteriores. Segundo ele, os números da sondagem de janeiro sugerem uma perda de fôlego da "reaceleração" iniciada no mês anterior, fruto da maior incerteza, num cenário de aumento de juros.
Campelo observa que houve alta das expectativas dos industriais em relação ao ambiente de negócios no primeiro semestre. Das 1.192 empresas consultadas, 52,8% esperam melhora no período, mais que os 46,8% de dezembro. Ao mesmo tempo, 32,4% das empresas informaram que pretendem contratar nos próximos três meses, acima dos 31% do mês anterior. O percentual das que planejam demitir caiu de 5% para 4,5%. Com isso, o Índice de Expectativas subiu 0,7% no mês, insuficiente, porém, para evitar uma queda de 1,5% do Índice de Confiança da indústria, puxado para baixo pelo indicador de Situação Atual.
Outro termômetro da atividade industrial, baseado em pesquisa com mais de 400 executivos, o PMI do HSBC mostrou um quadro mais benigno. Em relatório, o economista-chefe do banco, André Loes, diz que, segundo o PMI, a atividade industrial "se acelerou pelo segundo mês consecutivo em janeiro, após ter andado de lado" na maior parte do segundo semestre de 2010. "As empresas afirmaram detectar uma melhora nas condições econômicas, e como o índice de estoques de bens finais não mostra acumulo indesejado, fica claro que o aumento da produção ocorre num momento de crescimento da demanda." O PMI mostrou ainda que os preços mais elevados de matérias-primas foram o principal impulso para a elevação do custo de insumos. As empresas mencionaram especialmente algodão, poliéster, aço inoxidável, vidro, gases e produtos alimentícios. A taxa de inflação, contudo, moderou-se um pouco em relação a dezembro.
Fonte: Valor Econômico
Empresários da indústria começam 2011 menos otimistas na economia
Os empresários da indústria de transformação iniciaram o ano um pouco menos otimistas do que no final do ano passado, segundo a pesquisa Sondagem da Indústria de Transformação, realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança da Indústria passou de 114,5 para 112,8 pontos, uma queda de 1,5%.
Esse resultado, no entanto, manteve-se acima da média histórica de 101,6 pontos e pelos critérios da pesquisa sempre que a medição ultrapassa os 100 pontos a avaliação é considerada boa. Nas consultas feitas em 1.192 empresas, 26,1% dos entrevistados classificaram como boa a situação atual dos negócios, percentual inferior ao apurado em dezembro (31,6%). Ao mesmo tempo aumentou de 4,7% para 6,1% o grupo que avaliou como fraca a situação atual.
Já na sondagem sobre as expectativas para os seis meses seguintes houve evolução favorável. Para mais da metade dos consultados (52,8%) haverá uma melhora. Em dezembro, 46,8% tinham essa previsão. Paralelamente, houve redução entre os que acreditam em piora dos negócios passando de 2,9% para 1,6%.
Quanto ao Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (Nuci) ocorreu uma queda (de 84,9% para 84,7%), mas apenas 0,7 ponto percentual menor do que a maior marca de 2010, ano em que o setor demonstrou processo de recuperação da crise financeira internacional. Foi o quarto mês seguido em que o Nuci oscilou entre 84,8% e 85%.
Portal Economia SC
Esse resultado, no entanto, manteve-se acima da média histórica de 101,6 pontos e pelos critérios da pesquisa sempre que a medição ultrapassa os 100 pontos a avaliação é considerada boa. Nas consultas feitas em 1.192 empresas, 26,1% dos entrevistados classificaram como boa a situação atual dos negócios, percentual inferior ao apurado em dezembro (31,6%). Ao mesmo tempo aumentou de 4,7% para 6,1% o grupo que avaliou como fraca a situação atual.
Já na sondagem sobre as expectativas para os seis meses seguintes houve evolução favorável. Para mais da metade dos consultados (52,8%) haverá uma melhora. Em dezembro, 46,8% tinham essa previsão. Paralelamente, houve redução entre os que acreditam em piora dos negócios passando de 2,9% para 1,6%.
Quanto ao Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (Nuci) ocorreu uma queda (de 84,9% para 84,7%), mas apenas 0,7 ponto percentual menor do que a maior marca de 2010, ano em que o setor demonstrou processo de recuperação da crise financeira internacional. Foi o quarto mês seguido em que o Nuci oscilou entre 84,8% e 85%.
Portal Economia SC
Assinar:
Postagens (Atom)
