São Paulo - A Vale pediu à Comissão Europeia que investigue as siderúrgicas do continente por prática de concorrência desleal. No pedido, a mineradora brasileira acusa as siderúrgicas europeias de agir de maneira orquestrada e ilegal nas negociações para reajuste do preço internacional do minério de ferro - o produto vendido pela Vale.
De acordo com a mineradora, as siderúrgicas também estariam alimentando, por meio da Eurofer, a associação do setor na Europa, uma "forte campanha na mídia" contra a posição das mineradoras, entre elas a Vale. "Em razão dessas circunstâncias, achamos que a Comissão deveria investigar a situação", diz o documento entregue à Comissão Europeia.
"A Eurofer deveria olhar para o próprio umbigo antes de apontar o dedo na direção da Vale. O setor siderúrgico europeu está cheio de condenações por desvio de conduta competitiva", disse José Carlos Martins, diretor executivo da área de ferrosos da Vale.
A ação da Vale, entregue por seus advogados à Comissão de Política da Competição em Bruxelas, é um troco nas siderúrgicas da Europa. Dias atrás, elas procuraram a mesma Comissão Europeia e acusaram os maiores produtores de minério de ferro do mundo (a Vale e as australianas BHP Billiton e Rio Tinto) de usar seu poder econômico para impor ao mercado aumentos de preços abusivos.
A disputa entre as siderúrgicas e seus fornecedores de minério esquentou nas últimas semanas, depois que as mineradoras resolveram abandonar um sistema de reajuste anual que vigorou por 40 anos. A Vale adotou o sistema de reajustes trimestrais, definidos com base na média de preços do mercado à vista nos três meses anteriores.
Quando a crise econômica tornou-se mais aguda, entre o final de 2008 e o começo do ano passado, o presidente da Vale, Roger Agnelli, procurou pessoalmente seus principais clientes no mundo para pedir que respeitassem os contratos entre eles. Disse que, se não pudessem comprar as quantidades que haviam encomendado, ao menos não mexessem no preço estipulado nos acordos. Com a demanda no chão, as siderúrgicas não cumpriram os contratos com a Vale e passaram a forçar a compra do minério de ferro pela cotação do mercado à vista, então bem mais baixo que o dos contratos anuais.
Hoje, depois que o vento mudou e o preço do mercado à vista está na estratosfera, quem não quer mais saber de contratos anuais são as mineradoras. Agora, são elas que gostam do mercado à vista. "Não é a Vale que está reajustando o preço do minério. É o mercado", afirma Martins. "Desde agosto de 2009 o mercado vem pagando preços acima do que acertamos nos contratos e a Vale cumpriu todos os acordos. Agora é o momento contratual do reajustar os preços e a Vale está propondo um sistema flexível." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Portal Exame
quarta-feira, 7 de abril de 2010
FIESC debate projetos econômicos com parlamentares de SC
Deputada federal Angela Amin, Presidente da FIESC, Alcantaro Corrêa, 1º vice-presidente da FIESC, Glauco José Côrte e o senador Neuto de Conto (Foto: Guilherme Ternes)
Parlamentares da bancada catarinense em Brasília participaram da reunião de diretoria da Federação das Indústrias (FIESC) na sexta-feira (26) e assumiram compromisso com posições da indústria que são determinantes para a competitividade empresarial. Mudanças na legislação trabalhista e a necessidade de mudar a forma de distribuição da arrecadação decorrente da exploração do petróleo foram os temas que dominaram o debate com os industriais, do qual participaram o senador Neuto de Conto, a deputada Ângela Amin, além do ex-senador Geraldo Althoff, representando o senador Raimundo Colombo, e Norberto Kretzer, assessor do deputado Odacir Zonta.
O presidente da FIESC, Alcantaro Corrêa, e o 1º vice-presidente, Glauco José Côrte, destacaram os impactos de propostas como a obrigatoriedade da redução da jornada de trabalho e restrições à terceirização. "A proposta em debate no Congresso aumenta os riscos para quem terceiriza etapas do processo produtivo, criando a responsabilidade solidária para o contratante. O que precisamos é a modernização da legislação, para estimular a criação de novos postos de trabalho, enquanto esse tipo de proposta vai em sentido contrário", disse Côrte, que citou também a proposta de obrigatoriedade de distribuição de lucros pelas empresas. "São iniciativas que não consideram a realidade de cada setor e região e, por isso, prejudicam especialmente segmentos em dificuldade ou empresas de menor porte", disse Corrêa.
A deputada Ângela Amin afirmou que a Câmara adotou uma postura de cautela com relação à Proposta de Emenda Constitucional sobre a redução da jornada. "A presidência da Casa e o colégio de líderes definiu que não haverá votação antes da eleição", disse, ressaltando a importância de não permitir que o processo eleitoral deste ano afete a posição dos parlamentares.
"Somos sumariamente contra a redução da jornada. Isso é uma posição partidária", afirmou Althoff, acrescentando que, se aprovada, a medida "criará um engodo" e aumentará significativamente os custos das empresas, disse. O senador Neuto De Conto defendeu a mesma posição. "Como vamos discutir redução da jornada se falta de mão-de-obra? No Oeste do estado tem frigorífico pegando gente de ônibus a 200 quilômetros da fábrica para trabalhar", disse.
A FIESC também chamou a atenção dos parlamentares para que Santa Catarina seja contemplada na distribuição dos royalties do Pré-sal. De Conto afirmou que não é justo e nem adequado que 75% dos royalties sejam repassados ao Rio de Janeiro. "As riquezas que estão no solo ou sob o mar são da União. E a União somos todos nós", disse. "De cada oito poços perfurados, apenas um tem sucesso. Todos nós pagamos pela perfuração dos oito. O lucro daquele um que dá certo fica com o Rio de Janeiro", afirmou.
Côrte lembrou os parlamentares de que a FIESC fez um estudo mostrando o cenário da atividade de exploração e produção de petróleo e gás natural. A publicação também aborda a distribuição dos royalties a partir da exploração de petróleo e deixa clara a baixa participação do estado na distribuição dos recursos - apenas R$ 31,46 milhões, ou seja, 0,14% do montante arrecadado vieram para Santa Catarina em 2008.
A execução do Orçamento Geral da União para infraestrutura de transporte foi outro tema debatido com os parlamentares. A FIESC apresentou dados que mostram que Santa Catarina foi o estado com o pior desempenho: apenas 17,2% dos R$ 487 milhões previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foram executados. A entidade ainda pediu apoio dos parlamentares para que sejam incluídos no Orçamento R$ 15 bilhões para investimentos até 2015 nos modais rodoviário (R$ 5,3 bilhões), marítimo (R$3,3 bilhões), ferroviário (R$ 4,9 bilhões), aéreo (R$ 948 milhões), dutoviário (R$ 537 milhões) e hidroviário (R$ 20 milhões).
Fonte:
Portal Fiesc
Parlamentares da bancada catarinense em Brasília participaram da reunião de diretoria da Federação das Indústrias (FIESC) na sexta-feira (26) e assumiram compromisso com posições da indústria que são determinantes para a competitividade empresarial. Mudanças na legislação trabalhista e a necessidade de mudar a forma de distribuição da arrecadação decorrente da exploração do petróleo foram os temas que dominaram o debate com os industriais, do qual participaram o senador Neuto de Conto, a deputada Ângela Amin, além do ex-senador Geraldo Althoff, representando o senador Raimundo Colombo, e Norberto Kretzer, assessor do deputado Odacir Zonta.
O presidente da FIESC, Alcantaro Corrêa, e o 1º vice-presidente, Glauco José Côrte, destacaram os impactos de propostas como a obrigatoriedade da redução da jornada de trabalho e restrições à terceirização. "A proposta em debate no Congresso aumenta os riscos para quem terceiriza etapas do processo produtivo, criando a responsabilidade solidária para o contratante. O que precisamos é a modernização da legislação, para estimular a criação de novos postos de trabalho, enquanto esse tipo de proposta vai em sentido contrário", disse Côrte, que citou também a proposta de obrigatoriedade de distribuição de lucros pelas empresas. "São iniciativas que não consideram a realidade de cada setor e região e, por isso, prejudicam especialmente segmentos em dificuldade ou empresas de menor porte", disse Corrêa.
A deputada Ângela Amin afirmou que a Câmara adotou uma postura de cautela com relação à Proposta de Emenda Constitucional sobre a redução da jornada. "A presidência da Casa e o colégio de líderes definiu que não haverá votação antes da eleição", disse, ressaltando a importância de não permitir que o processo eleitoral deste ano afete a posição dos parlamentares.
"Somos sumariamente contra a redução da jornada. Isso é uma posição partidária", afirmou Althoff, acrescentando que, se aprovada, a medida "criará um engodo" e aumentará significativamente os custos das empresas, disse. O senador Neuto De Conto defendeu a mesma posição. "Como vamos discutir redução da jornada se falta de mão-de-obra? No Oeste do estado tem frigorífico pegando gente de ônibus a 200 quilômetros da fábrica para trabalhar", disse.
A FIESC também chamou a atenção dos parlamentares para que Santa Catarina seja contemplada na distribuição dos royalties do Pré-sal. De Conto afirmou que não é justo e nem adequado que 75% dos royalties sejam repassados ao Rio de Janeiro. "As riquezas que estão no solo ou sob o mar são da União. E a União somos todos nós", disse. "De cada oito poços perfurados, apenas um tem sucesso. Todos nós pagamos pela perfuração dos oito. O lucro daquele um que dá certo fica com o Rio de Janeiro", afirmou.
Côrte lembrou os parlamentares de que a FIESC fez um estudo mostrando o cenário da atividade de exploração e produção de petróleo e gás natural. A publicação também aborda a distribuição dos royalties a partir da exploração de petróleo e deixa clara a baixa participação do estado na distribuição dos recursos - apenas R$ 31,46 milhões, ou seja, 0,14% do montante arrecadado vieram para Santa Catarina em 2008.
A execução do Orçamento Geral da União para infraestrutura de transporte foi outro tema debatido com os parlamentares. A FIESC apresentou dados que mostram que Santa Catarina foi o estado com o pior desempenho: apenas 17,2% dos R$ 487 milhões previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foram executados. A entidade ainda pediu apoio dos parlamentares para que sejam incluídos no Orçamento R$ 15 bilhões para investimentos até 2015 nos modais rodoviário (R$ 5,3 bilhões), marítimo (R$3,3 bilhões), ferroviário (R$ 4,9 bilhões), aéreo (R$ 948 milhões), dutoviário (R$ 537 milhões) e hidroviário (R$ 20 milhões).
Fonte:
Portal Fiesc
TUPY INVESTE R$ 172 MI
A Tupy, multinacional do setor metalúrgico com matriz em Joinville, vai investir R$ 172 milhões neste ano nas unidades de Joinville e de Mauá (SP). A maior parte será aplicada na cidade mais populosa de Santa Catarina. O valor faz parte dos R$ 420 milhões planejados para o triênio 2008-2010. Em razão da crise econômica de 2008-2009, o cronograma de investimentos foi retardado e, agora, se encerra em 2012.
Os R$ 172 milhões serão usados em reforma de pavilhões para instalar nova linha para produzir peças automotivas para suspensão de veículos – um segmento que vai crescer dentro da metalúrgica.
Há, ainda, a previsão de a empresa ampliar o volume de produção de 390 mil toneladas para 490 mil toneladas de peças por ano, até 2012. A companhia também terá nova linha de produção de blocos. Em 2009, a Tupy investiu R$ 107 milhões, quando priorizou a área de usinagem.
PPR
Os trabalhadores da Tupy recebem, amanhã, de 0,85 a um salário nominal por conta do programa de participação nos resultados de 2009. O desembolso total supera R$ 9 milhões.
Fonte: Coluna Cláudio Loetz - A Notícia
Os R$ 172 milhões serão usados em reforma de pavilhões para instalar nova linha para produzir peças automotivas para suspensão de veículos – um segmento que vai crescer dentro da metalúrgica.
Há, ainda, a previsão de a empresa ampliar o volume de produção de 390 mil toneladas para 490 mil toneladas de peças por ano, até 2012. A companhia também terá nova linha de produção de blocos. Em 2009, a Tupy investiu R$ 107 milhões, quando priorizou a área de usinagem.
PPR
Os trabalhadores da Tupy recebem, amanhã, de 0,85 a um salário nominal por conta do programa de participação nos resultados de 2009. O desembolso total supera R$ 9 milhões.
Fonte: Coluna Cláudio Loetz - A Notícia
Indústria cresce em sete de 14 regiões em fevereiro, diz IBGE
A indústria apresentou crescimento em sete dos 14 locais pesquisados em fevereiro em relação ao mês anterior, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta quarta-feira (7).
Os destaques do mês foram Pernambuco (11,1%), Goiás (8,3%), Rio de Janeiro (2,3%), São Paulo (2,2%) e Minas Gerais (2,0%), que cresceram acima da média nacional (1,5%).
As perdas mais expressivas foram registradas no Rio Grande do Sul (-5,3%) e Amazonas (-3,9%).
Já na comparação com o mesmo mês do ano passado, todos os locais pesquisados apresentaram crescimento na produção, refletindo a base de comparação fraca em razão da crise.
Registraram avanços acima da média (18,4%) Espírito Santo (37,9%), Goiás (31,6%), Minas Gerais (26,0%), Pernambuco (24,7%), Amazonas (22,5%) e São Paulo (20,9%).
No acumulado para o primeiro bimestre de 2010, o avanço também foi generalizado e atingiu todas as 14 regiões, sendo que Espírito Santo (43,6%), Amazonas (27,6%), Minas Gerais (26,8%), Goiás (25,7%) e São Paulo (18,1%) mostraram as expansões mais intensas que a média nacional (17,2%).
O indicador acumulado nos últimos 12 meses avançou 4,8 pontos percentuais e reduziu o ritmo de queda passando de -7,4% em janeiro para -2,6% em fevereiro.
Fonte: Site da Globo
Os destaques do mês foram Pernambuco (11,1%), Goiás (8,3%), Rio de Janeiro (2,3%), São Paulo (2,2%) e Minas Gerais (2,0%), que cresceram acima da média nacional (1,5%).
As perdas mais expressivas foram registradas no Rio Grande do Sul (-5,3%) e Amazonas (-3,9%).
Já na comparação com o mesmo mês do ano passado, todos os locais pesquisados apresentaram crescimento na produção, refletindo a base de comparação fraca em razão da crise.
Registraram avanços acima da média (18,4%) Espírito Santo (37,9%), Goiás (31,6%), Minas Gerais (26,0%), Pernambuco (24,7%), Amazonas (22,5%) e São Paulo (20,9%).
No acumulado para o primeiro bimestre de 2010, o avanço também foi generalizado e atingiu todas as 14 regiões, sendo que Espírito Santo (43,6%), Amazonas (27,6%), Minas Gerais (26,8%), Goiás (25,7%) e São Paulo (18,1%) mostraram as expansões mais intensas que a média nacional (17,2%).
O indicador acumulado nos últimos 12 meses avançou 4,8 pontos percentuais e reduziu o ritmo de queda passando de -7,4% em janeiro para -2,6% em fevereiro.
Fonte: Site da Globo
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